Q

Turista japonês morre após queda de seis metros no castelo de Óbidos

Francisco Gomes

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Um turista de 68 anos, de nacionalidade japonesa, morreu após ter caído de uma altura de seis metros, na manhã da passada sexta-feira, quando perdeu o equilíbrio no momento em que procurava ter o melhor ângulo para tirar uma fotografia, nas muralhas do castelo de Óbidos.
Bombeiros e equipa da VMER prestaram assistência

“Encontrámo-lo em paragem cardiorrespiratória mas conseguimos estabilizá-lo e transportá-lo para o hospital das Caldas da Rainha. Estava inconsciente e aparentava ter um traumatismo crânio-encefálico”, revelou Carlos Silva, comandante dos bombeiros de Óbidos.

A corporação recebeu o alerta pelas 11h47 e prestou a primeira assistência, completada pela intervenção da equipa da viatura médica de emergência e reanimação do Centro Hospitalar do Oeste.

Apesar dos esforços, o turista, que integrava uma excursão de nipónicos à vila, acabaria por morrer horas depois na unidade de saúde.

Não é a primeira vez que acontecem quedas na zona das muralhas, uma atração devido à vista panorâmica do burgo medieval. Nos últimos cinco anos, um turista brasileiro, de 68 anos, e um espanhol, de 73 anos morreram, e um japonês, de 77 anos, sofreu ferimentos graves em quedas ao longo do castelo, onde existem alguns sinais que alertam para os perigos que existem, embora seja defendido um reforço dessa sinalética e maior visibilidade.

Centenas de pessoas passeiam diariamente pelas muralhas de Óbidos, algumas percorrendo toda a sua extensão. Na última década, a autarquia instalou iluminação e avisos sobre os riscos e até corrigiu o piso irregular dentro das limitações de intervenção num património que é tutelado pelo Estado central, mas isso não impede que haja distrações, tonturas e outras causas que originem quedas.

“O cuidado ao circular na muralha deve ser constante. O que tem de haver é a noção das pessoas que existe um piso que é irregular e escadaria, e que não é a mesma coisa que estarmos a circular num centro comercial”, fez notar Carlos Silva.

A colocação de barreiras para evitar as quedas é considerada inestética e desenquadrada com o espaço histórico, mas o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, revelou que fez agora diligências para a Direção Geral do Património Cultural, que tutela o castelo, tomar medidas para evitar que os acidentes se repitam.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Últimas

Sem resultados

Artigos Relacionados

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso

Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista

Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.

16 cut1