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“Desenvolvimento económico ao serviço do povo e do país” em sessão do PCP nas Caldas

Mariana Martinho

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O Partido Comunista Português realizou, na passada sexta-feira, uma sessão sobre o “desenvolvimento económico ao serviço do povo e do país” e as propostas do partido para as eleições, no salão nobre da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. A sessão contou com a presença de três oradores: Vítor Fernandes, dirigente da concelhia caldense do PCP, José Carlos Faria, membro do executivo da direção da organização regional de Leiria do PCP, e Sérgio Ribeiro, economista e membro do partido.
José Carlos Faria, Vítor Fernandes e Sérgio Ribeiro

Durante cerca de duas horas, as cerca de três dezenas de pessoas presentes no evento puderam ouvir questões relacionadas com a economia, o desenvolvimento económico e as propostas do PCP para a campanha eleitoral.

Vítor Fernandes começou por afirmar que “numa altura em que nos encontramos a discutir o programa eleitoral da CDU, estamos a desenvolver por todo o país este tipo de iniciativas para ouvir ideias ou sugestões das pessoas que querem ajudar a desenvolver o nosso programa”.

Durante a sua intervenção, abordou a questão do desemprego, referindo que “Caldas da Rainha é o 2º concelho do distrito com maior número de desempregados, com cerca de 2500, sem esquecer que só na estrada de Tornada encontramos no total dezasseis empresas desativadas ou em ruína completa”.

“A cidade de Caldas da Rainha tem vindo a perder sistematicamente empresas de média dimensão e essas não têm sido compensadas por outras. Por isso, os níveis do desemprego são muito superiores aos que nos querem impingir”, manifestou o dirigente da concelhia caldense.

Sérgio Ribeiro também mencionou que a crise está na economia, “pois atualmente encontra-se a ser dirigida por alguns que se dizem economistas, mas no fundo não são”.

O membro do partido também relembrou o conceito de economia, que está relacionada com as necessidades, recursos e trabalho. Como tal, indicou que “o trabalho é que transforma os recursos em função das necessidades, sendo que hoje em dia encontramos a economia relacionada com uma coisa de números (dívida, juros, lucros e produtividade) e não de pessoas ou necessidades”.

“Vivemos num período histórico em que há uma classe social que se apoderou dos meios de produção, fazendo com que os seres humanos sejam uma espécie de mercadoria. Por isso, a crise que temos hoje é a crise de um sistema que não serve o país nem o povo”, declarou.

Em relação às eleições, o comunista afirmou que a campanha eleitoral passa por um processo de discussão e de uma política nova baseada em seis pontos: valorização do trabalho, controle público dos setores estratégicos, direito aos serviços públicos, outra política fiscal, princípio da soberania nacional e renegociação da divida pública.

Para concluir a sessão, José Carlos Faria manifestou que “esta lógica da procura do lucro à frente de todas as necessidades é o exemplo de uma política chocante”.

“A realidade é que a divida pública aumentou dos 129% do produto interno bruto para 134%, o que significa que no último semestre houve um aumento na ordem dos mil milhões de euros, portanto, esta lógica que os sacrifícios valeram a pena foi para os outros e não para o povo português”, referiu.

Após as intervenções dos três membros do partido, alguns participantes tiveram a oportunidade de darem a sua opinião sobre as questões abordadas.

Na sessão foi ainda divulgado a marcha que o partido está organizar, intitulada como a “Força do Povo”, no dia 6 de junho, pelas 14h30, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, em Lisboa.

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