Apesar de algum receio do comportamento do público, sabendo das regras apertadas que a Federação Internacional de Automobilismo impõe à segurança das provas do Mundial, tudo correu bem e nada teve a ver com o último rali disputado na Argentina, em que o público teve um comportamento inadequado.
O Automóvel Clube de Portugal, entidade responsável pela organização do Rali de Portugal, “arriscou” mudar o Rali para o Norte, vencendo a aposta. Para isso foi feito um excelente trabalho ao criar zonas espetáculo extensas e com boa visibilidade para que o público pudesse ver a prova em segurança. Milhares de espetadores estiveram desde o Minho a Trás os Montes a assistir ao Rali, havendo também muitos espanhóis.
No aspeto desportivo, o que se pode dizer é que quem tem um VW Polo WRC arrisca-se a vencer uma prova do Mundial de Ralies. A exceção foi o Rali da Argentina, onde K. Meeke, em Citroen, venceu depois dos problemas técnicos que afetaram os motores da VW.
Desta vez o bi campeão mundial de Ralies, Sebastien Ogier, não conseguiu vencer em Portugal, ficando em segundo, pois o seu colega de equipa J. Latvala dominou a prova desde a quarta especial, não dando hipótese aos seus adversários, apesar do esforço dos pilotos da Citroen, em especial de K. Meeke, bem como dos seus colegas da VW, Ogier e A. Mikkelson. Apesar de tudo S. Ogier efetuou uma excelente recuperação até ao segundo lugar, depois de ter furado logo na primeira especial.
O finlandês J. Latvala, depois de nas últimas provas do Mundial as coisas lhe terem corrido mal, deu a volta a essa onda de azar e venceu pela primeira vez o Rali de Portugal.
Quanto ao WRC 2, os carros da categoria R5, foi dominado pelo vencedor do Rali Dakar 2015, o piloto do Qatar, Nasser Al-Attiyah (Ford Fiesta RRC), ficando também em posição de destaque a equipa da Skoda com o novíssimo Skoda Fabia R5, que se estreou no WRC no Vodafone Rali de Portugal, terminando os dois carros no pódio.
Os três primeiros na classificação geral foram J.Latvala, S.Ogier e A.Mikkelson, todos em VW Polo WRC. O melhor português foi Miguel Campos (Ford), no 20º lugar.




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