Em causa estão dois protocolos de cedência do património termal, propriedade do Estado, para a gestão da autarquia, que aceitou responsabilizar-se pela recuperação do património e pela manutenção do parque e da mata.
O parque e mata onde se localizam as captações de água termal, implicarão um investimento camarário de “cerca de 500 mil euros e a sua manutenção anual vai custar cerca de 200 mil euros”, revelou o autarca.
No que respeita ao balneário novo, do Hospital Termal, o presidente da Câmara disse que vai adjudicar a obra de substituição das tubagens de captação e distribuição da água termal, num investimento de 586 mil euros. “Espero que no final de 2016 ou início de 2017 o balneário novo esteja a funcionar com a prestação dos tratamentos termais”, afirmou, Tinta Ferreira.
Quanto ao edifício do hospital termal, o autarca referiu que é uma tarefa “mais difícil e demorada” porque implica obras de requalificação e substituição das canalizações, recorrendo a apoios comunitários de modo a reabrir o Hospital nas condições adequadas aos utentes. Uma recuperação que o autarca estima que possa estar concluída “no final da década”.
Tinta Ferreira revelou ainda que a autarquia vai promover um concurso público internacional para cativar operadores privados que requalifiquem os pavilhões do parque e o casino para fins hoteleiros/residenciais. “Um investimento que possa atrair turistas e criar riqueza para toda a região”. Revelou ainda que se o Município não encontrar “investidores a curto prazo” a câmara vai avançar com uma obra na ordem dos 500 mil euros para “segurar” a estrutura e evitar o risco de derrocada.
Na cerimónia foi passado um vídeo promocional sobre o que poderá ser feito com os pavilhões do parque, como a apresentação de um virtual hotel de 5 estrelas com o objetivo de captar investidores.
Fernando Costa falou igualmente da necessidade das termas caldenses voltarem a funcionar.
Passos Coelho não veio preparado
Depois de ter entregue ao anterior presidente da câmara, Fernando Costa, a medalha de ouro do município, Passos Coelho revelou que não sabia que a questão do hospital termal estaria no centro da discussão mas “ouvi com muito interesse os projetos que estão a pensar fazer e importância dos mesmos para as Caldas”. Confirmou que “do lado do tesouro” foram libertadas “rapidamente as condições para que os projetos, dos equipamentos termais se possam concretizar o mais rapidamente possível”. “Sei que o executivo da Câmara mostrou uma competência muito grande em procurar um caminho e projeto para recuperar os equipamentos termais e isso merece um louvor muito grande”, apontou o primeiro ministro, acrescentando que “fizemos o que estava ao nosso alcance para não frustrar essas expetativas”.
O primeiro-ministro defendeu uma maior articulação entre as autarquias e a administração central na gestão do património no âmbito da política de aproximação entre o Estado e os municípios. “Temos que encontrar, para o futuro, formas mais inteligentes e racionais de poder valer ao nosso património, reintegrá-lo na nossa sociedade e na nossa economia, porque o Estado, no seu todo, não tem condições sozinho para o fazer”, disse o primeiro-ministro.
Passos Coelho revelou ainda que pela primeira vez, os próximos fundos comunitários serão geridos em conjunto entre o governo e as autarquias.
“Ao longo destes anos a administração central decidiu como e quando afetar os fundos comunitários em equipamentos públicos no território. Mas desta vez isso tem de merecer o consenso dos ministros e dos autarcas”, explicou Passos Coelho.
O presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro, falou do centro hospitalar, manifestando que “só há um caminho “justo” e esse é exigir que o nosso hospital possa ser requalificado dotado das condições necessárias para receber os doentes com dignidade” e impedir que saia do concelho das Caldas da Rainha”.
Também durante a entrega das medalhas, um dos homenageados, José Pimpão, responsável do agrupamento de escolas Raul Proença, alertou Passos Coelho que a escola secundária precisa de obras.
A cerimónia iniciou com a atuação da Escola VocacionaldeDançadasCaldas da Rainha.





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