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Sessão solene com reclamações sobre Hospital Termal

Marlene Sousa

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A sessão solene de 2015 do dia da cidade ficou marcada pela presença do primeiro-ministro, que ouviu muitas reclamações e queixas para a abertura do Hospital Termal. Também foi nesta cerimónia, que encheu o grande auditório do CCC, que o presidente da Câmara anunciou que o Governo aprovou a transferência do património termal para a autarquia. “O senhor primeiro-ministro deu-me a notícia de que a passagem do património termal para a Câmara não precisa de ir a Conselho de Ministros e que as estruturas do Governo que têm de aprovar os protocolos já decidiram pela sua aprovação”, disse Tinta Ferreira, no discurso comemorativo do feriado municipal.
Sessão solene do dia da cidade marcada pela presença do primeiro-ministro, Passos Coelho

Em causa estão dois protocolos de cedência do património termal, propriedade do Estado, para a gestão da autarquia, que aceitou responsabilizar-se pela recuperação do património e pela manutenção do parque e da mata.

O parque e mata onde se localizam as captações de água termal, implicarão um investimento camarário de “cerca de 500 mil euros e a sua manutenção anual vai custar cerca de 200 mil euros”, revelou o autarca.

No que respeita ao balneário novo, do Hospital Termal, o presidente da Câmara disse que vai adjudicar a obra de substituição das tubagens de captação e distribuição da água termal, num investimento de 586 mil euros. “Espero que no final de 2016 ou início de 2017 o balneário novo esteja a funcionar com a prestação dos tratamentos termais”, afirmou, Tinta Ferreira.

Quanto ao edifício do hospital termal, o autarca referiu que é uma tarefa “mais difícil e demorada” porque implica obras de requalificação e substituição das canalizações, recorrendo a apoios comunitários de modo a reabrir o Hospital nas condições adequadas aos utentes. Uma recuperação que o autarca estima que possa estar concluída “no final da década”.

Tinta Ferreira revelou ainda que a autarquia vai promover um concurso público internacional para cativar operadores privados que requalifiquem os pavilhões do parque e o casino para fins hoteleiros/residenciais. “Um investimento que possa atrair turistas e criar riqueza para toda a região”. Revelou ainda que se o Município não encontrar “investidores a curto prazo” a câmara vai avançar com uma obra na ordem dos 500 mil euros para “segurar” a estrutura e evitar o risco de derrocada.

Na cerimónia foi passado um vídeo promocional sobre o que poderá ser feito com os pavilhões do parque, como a apresentação de um virtual hotel de 5 estrelas com o objetivo de captar investidores.

Fernando Costa falou igualmente da necessidade das termas caldenses voltarem a funcionar.

Passos Coelho não veio preparado

Depois de ter entregue ao anterior presidente da câmara, Fernando Costa, a medalha de ouro do município, Passos Coelho revelou que não sabia que a questão do hospital termal estaria no centro da discussão mas “ouvi com muito interesse os projetos que estão a pensar fazer e importância dos mesmos para as Caldas”. Confirmou que “do lado do tesouro” foram libertadas “rapidamente as condições para que os projetos, dos equipamentos termais se possam concretizar o mais rapidamente possível”. “Sei que o executivo da Câmara mostrou uma competência muito grande em procurar um caminho e projeto para recuperar os equipamentos termais e isso merece um louvor muito grande”, apontou o primeiro ministro, acrescentando que “fizemos o que estava ao nosso alcance para não frustrar essas expetativas”.

O primeiro-ministro defendeu uma maior articulação entre as autarquias e a administração central na gestão do património no âmbito da política de aproximação entre o Estado e os municípios. “Temos que encontrar, para o futuro, formas mais inteligentes e racionais de poder valer ao nosso património, reintegrá-lo na nossa sociedade e na nossa economia, porque o Estado, no seu todo, não tem condições sozinho para o fazer”, disse o primeiro-ministro.

Passos Coelho revelou ainda que pela primeira vez, os próximos fundos comunitários serão geridos em conjunto entre o governo e as autarquias.

“Ao longo destes anos a administração central decidiu como e quando afetar os fundos comunitários em equipamentos públicos no território. Mas desta vez isso tem de merecer o consenso dos ministros e dos autarcas”, explicou Passos Coelho.

O presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro, falou do centro hospitalar, manifestando que “só há um caminho “justo” e esse é exigir que o nosso hospital possa ser requalificado dotado das condições necessárias para receber os doentes com dignidade” e impedir que saia do concelho das Caldas da Rainha”.

Também durante a entrega das medalhas, um dos homenageados, José Pimpão, responsável do agrupamento de escolas Raul Proença, alertou Passos Coelho que a escola secundária precisa de obras.

A cerimónia iniciou com a atuação da Escola VocacionaldeDançadasCaldas da Rainha.

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