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Relógio da torre sineira da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo volta a funcionar

Marlene Sousa

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Os trabalhos de recuperação do mecanismo do relógio da torre sineira da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, um dos ex-líbris da cidade, permitiram que este voltasse a funcionar após muitos anos de paragem.  Antes da habitual missa solene às 10h no 15 de maio, dia da cidade, foi feita a apresentação pública do restauro do relógio.
No âmbito do Dia da Cidade, foi feita a apresentação pública do restauro efetuado

A reparação foi conduzida por Hermínio Nunes, relojoeiro especialista em relógios. O relógio é eletromecânico, de pesos, e aciona os sinos em carrilhão. Bate horas e quartos progressivos, acionando quatro martelos e outros tantos sinos.

Este mestre tem um vasto currículo, de que fazem parte o restauro e manutenção do relógio do Palácio da Pena, do relógio do arco da Rua Augusta, junto aoTerreiro do Paço, entre outros.

Dada a importância do relógio no contexto da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, foram realizadas obras de recuperação no interior da Torre, para permitir visitas a este espaço. Houve também uma intervenção de limpeza dos sinos.

O restauro exigiu um investimento financeiro de cerca de dois mil euros, que tem vindo a ser objeto de uma campanha de angariação de fundos desenvolvida pela comunidade cristã que habitualmente se junta na Igreja para rezar, do Centro Hospitalar do Oeste, a quem cabe a gestão do património, e da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório.

Filipe Sousa, capelão do Centro Hospitalar, destacou a importância de recuperar o relógio, pois é um “equipamento que dignifica muito a igreja”. “O mecanismo do relógio é dos anos 50, não é o original, e encontrava-se bastante degradado. Ele existe e era uma pena não funcionar. Quem passa por aqui fica encantada pelo som dos sinos antigos de bronze, que têm um som mágico”, disse o padre Filipe Sousa.

Na sessão de apresentação pública do restauro do relógio, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste, o presidente da Câmara das Caldas, entre outros autarcas, subiram os 44 graus para chegar à torre sineira da Igreja.

De construção manuelina, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo foi edificada para ser capela do hospital termal fundado pela rainha D. Leonor. Ficou concluída no século XVI, acabando por se converter, com acrescento da torre sineira, em igreja matriz. É uma construção típica da primeira fase do estilo manuelino, sendo uma das imagens mais fotografadas pelos turistas, cativados pela beleza do cenário.

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