Caberá aos leitores votarem através de um cupão publicado no jornal ou através do telefone 760 200 532, até 29 de maio. Na categoria de “Heróis civis” há outros quatro candidatos propostos. No dia 7 de junho será feita a entrega dos prémios aos vencedores – 1000 euros a cada; os 2º classificados recebem 750 e os 3º 500 euros. Haverá menções honrosas para os 4º e 5º classificados.
Segundo Carlos Tiago, de Peniche, José Santos “já por diversas vezes demonstrou a sua coragem e abnegação noutros salvamentos e noutras circunstâncias”.
No caso em concreto, o jovem de 22 anos tinha participado num simulacro de derrocada numa praia de Peniche e regressava à cidade para almoçar. Próximo do quartel dos bombeiros deparou-se com os gritos que davam conta da queda de uma mulher na água do Fosso da Muralha, com mais de dois metros de profundidade.
“Havia um bocado de pânico dos populares que estavam a ver, mas despi-me e fiz o salvamento da pessoa que estava dentro de água. Nós vemos uma pessoa em perigo e a nossa resposta é salvar a vida”, relatou.
Mesmo tendo sofrido um ligeiro ferimento num pé, José Santos concretizou o salvamento. Estava no local certo, na altura certa.
“Às vezes as pessoas que estão em aflição têm sorte de ter um herói por perto”, comentou na ocasião, revelando que recebeu “algumas felicitações de pessoas que elogiam o meu ato”.
Os restantes bombeiros que acompanhavam José Santos ajudaram a retirar a vítima da água. A mulher, de 38 anos, apresentava sinais de hipotermia e foi transportada ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
José Santos esteve quatro anos na Marinha e é bombeiro há mais de seis anos. Durante a época balnear é nadador-salvador. Apesar da experiência, nunca tinha efetuado um salvamento deste género. Mas quando chegou a altura estava preparado.





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