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Simulacro de sismo de magnitude 6,8 na Infancoop

Marlene Sousa

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Um sismo de magnitude 6,8 foi registado na área do concelho das Caldas da Rainha onde fica situada a Infancoop cujo edifício sofreu vários danos, provocando ferimentos em meia dezena de alunos e educadoras. Este foi o cenário criado para a realização de um simulacro que incidiu sobre a hipótese de ocorrer um sismo nas Caldas. Durante o “sismo”, enquanto a terra “tremeu”, foram treinados três gestos que podem salvar vidas: baixar, proteger, aguardar. Foi depois feita a evacuação do estabelecimento de ensino em segurança.
Simulação de socorro a feridos

O exercício simulou a existência de um ferido leve que foi socorrido já no exterior do edifício e três feridos soterrados que tiveram que ser evacuados.

Os bombeiros fizeram deslocar dois veículos de combate a incêndios, duas ambulâncias de socorro e um veículo de comando que geriu a operação com as equipas de busca e salvamento. Foi também criado um posto de triagem pré-hospitalar para fazer a avaliação de todas as vítimas que estavam no interior do edifício.

“Um sismo de 6.8 é uma magnitude de escala de Richter bastante elevada que pode de fato originar o desmoronamento de algumas partes dos edifícios e estas instituições têm que ter medidas de autoproteção e é isso que estamos a testar aqui hoje no caso de haver uma situação real”, disse José Silva, segundo comandante dos Bombeiros das Caldas, que esteve a comandar a operação no posto de comando montado no exterior da Infancoop. Segundo José Silva, o risco foi moderado porque 99% do edifício da Infancoop tem saída direta para a rua, o que é extremamente seguro em caso de sismo ou incêndio.

A iniciativa foi apoiada pela PSP e Gabinete de Proteção Civil do Município. José António, responsável pela Proteção Civil na Câmara das Caldas, durante uma hora deu aos alunos do primeiro ciclo uma verdadeira aula sobre as medidas a tomar em caso de sismo. Com ele levou um simulador de sismos que pode recriar o que é sentir um tremor de terra com a magnitude 8,0 na escala de Richter. Cada aluno e educador experimentou a plataforma e ao sentirem o sismo foram para baixo de uma mesa. “Trata-se de uma estrutura metálica com uma cobertura em madeira, forrada com uma alcatifa. Na base tem uma placa vibradora de massas de cimento que provoca a sensação de um sismo”, explicou José António. Este aparelho serve para sessões de esclarecimento para as escolas e instituições sobre que procedimentos adotar antes, durante e após a ocorrência de um sismo. Segundo o responsável da proteção civil, o material está a ser solicitado por outros concelhos do país.

“Conseguimos passar melhor a mensagem através das crianças porque transmitem em casa aquilo que aprenderam na escola e seu entusiasmo acaba por passar aos seus familiares e por causa disso que optamos por fazer estas ações, nomeadamente nas escolas”, afirmou.

Pedro Sequeira, presidente da direção da Infancoop, destacou a importância do simulacro de modo a avaliar a capacidade de segurança da instituição. Referiu que com a realização destes exercícios pretende-se que “os alunos aprendam as regras básicas de segurança e saibam como reagir em situações de emergência e que levem o que aprenderam para casa”.

Sublinhou ainda da ação de formação com a proteção civil que falou também dos incêndios e outros incidentes que podem estar ligados ao sismo. O responsável acrescentou ainda que a instituição continuará a apostar no tema da segurança.

Para este exercício a Infancoop informou as famílias e contou com a presença de observadores que ajudaram a identificar os pontos fortes e fracos a ter em conta.

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