A definição legal de violência doméstica, a moldura penal deste crime, que é de natureza pública, e a desconstrução de comportamentos que não são normais nem saudáveis – ainda que comuns – foram alguns dos assuntos abordados.
A pertinência do tema é corroborada pelos números. Em estudo recente sobre “violência no namoro” levado a cabo pela Universidade do Minho, envolvendo 4667 jovens, revelou que um em cada quatro jovens sofre de violência no namoro.
“Números que dão que pensar”, afirmou a técnica de ação social do GAAVD, Débora Alves. Por isso é importante falar deste tema e passar a informação que há organismos e instituições que prestam apoio especializado nestas situações, o que fazer e como.
Igualmente importante é refletir e perceber “a diferença entre mitos e realidade”, frisou o chefe Dário Magno, da PSP. Por isso é preciso saber “identificar os sinais”, “Uma pessoa que grita e agride, é porque gosta? Uma pessoa que não te valoriza e te culpa pelos seus comportamentos agressivos, é porque gosta?”, questionou o agente, explicando que associado a estes comportamentos há um “ciclo de violência” típico, com um padrão de agressão- arrependimento.
Esta ação realizada na escola Secundária Bordalo Pinheiro faz parte das funções do GAVVD, que em articulação com as escolas e outras organizações da sociedade civil, promove ações de sensibilização/informação destinados a várias faixas etárias.
O GAVVD recebe e acompanha vítimas de violência doméstica, contando uma equipa multidisciplinar de técnicos que dão com apoio social, jurídico e psicológico, de forma gratuita e confidencial, e em articulação com outras entidades e instituições. Funciona na Ação Social, no edifício da Câmara Municipal, no horário 9H00-12H30/14H00-17H30.




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