Sons da Alma

Isabel Sá Lopes

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Dedicatória: Aos meus queridos filhos, Ana e Miguel e ao meu querido neto Manuel por todo o vosso estímulo, apoio e amor.

Caros leitores. Escrevo versos desde os doze anos, já dizia pequenos poemas de cor, antes de saber ler. Há cerca de vinte e cinco anos comecei a escrever Poesia e nunca mais parei.

Escrever e ler em público são prazeres que cultivo. Colaborei em várias coletâneas da Editora Minerva, num CD da mesma editora, num livro Histórias Devidas da Asa e noutro Ontem e Hoje, editado em Caldas da Rainha.

Escrevi um livro infantojuvenil, numa edição bilingue da Martins Fortes, editores, intitulado Liberdade Freedom. Só agora ganhei coragem para apresentar o meu primeiro livro de poemas.

A poesia faz parte da minha matriz cultural e da minha hereditariedade; é algo que me dá prazer, algo que me vem da Alma.

Quando escrevo, faço-o, porque sinto que quero fazê-lo, porque é um ato de comunicação e tenho sempre o desejo último de ser lida.

Possam os meus leitores ter prazer em ler estes poemas, como eu o tive em escrevê-los para vós.

Pouca terra… Pouca terra…

Da janela observava

O comboio a passar

Pouca terra… Pouca terra…

À noite janelas iluminadas

Desvendavam pessoas sentadas

Que passavam a correr

Muita terra… Muita terra…

De dia braços, rostos à janela

Olhar preso à paisagem

O deles. O meu preso à viagem

A casa, o quarto estremeciam

O desejo de ir pelo mundo

Alargava-se mais profundo

A casa abanava, eu abalava

Tanta terra… Tanta terra…

A conhecer, a desvendar

Eu a ver o comboio a passar

Homens, mulheres, quem eram

O que os levava ali

Que viagens, que paragens

Iam descobrir, viver, sentir

Muita terra… Muita terra…

O meu sonho, o meu desejo

Era entrar, fazer a viagem

Era um sentir profundo, conhecer mundo

Tanta terra… Tanta terra…

Mais tarde conheci países, lugares

Visitei, vivi continentes

Atravessei ares e mares

Aquele prazer de infância

Entrar no comboio, viajar

Pouca terra… Pouca terra…

Não foi tão fundo, tão profundo

Como o sonho de esperança

Inesquecível desejo de criança.

Isabel Sá Lopes

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