Factos? Comecemos por um que nos chega dos Estados Unidos. Lula trabalhava num banco. As suas colegas de trabalho apresentavam-se com roupa pouco adequada à profissão e os quadros superiores estavam preocupados com isso. A empresa estaria a transmitir uma imagem de credibilidade? Lula pediu um tempo para preparar uma palestra sobre moda. O resultado foi muito positivo e a nova “imagem” do banco chamou a atenção de empresários de outros ramos que perguntavam como os seus administradores tinham conseguido tal mudança no modo das suas empregadas se apresentarem. Ao conhecerem o “segredo Lula”, pediam-na “emprestada” para dar conferências nas suas empresas, sempre com bons resultados. Com tais sucessos, Lula decidiu abandonar o seu trabalho no banco e montar uma agência de consultoria para formar e dar ideias para aumentar a credibilidade das empresas.
Com efeito, a moda deixou de ser um luxo reservado a elites ricas. Democratizou-se e entrou na vida quotidiana: no trabalho, na família, no desporto, no ócio…, na sociedade em geral. Não se limita a servir o gosto ou conforto pessoal; muito pelo contrário, tornou-se num instrumento de comunicação. O primeiro olhar para o outro pode ficar retido por particularidades da moda, seja pela elegância e bom gosto, seja pela provocação e exibicionismo. Hemingway gabava-se de – após estar muitos anos ausente da terra, no espaço – ser capaz de definir uma sociedade pelo modo de trajar das pessoas. Tinha razão.
As empresas sentiram já os riscos de uma moda que lhes rouba credibilidade e procuram dar uma primeira imagem de seriedade, laboriosidade, eficiência, honestidade, delicadeza, discrição, atenção… As famílias também estão a beneficiar desta primavera na moda e, com elas, a sociedade em geral.
É natural que a mulher, com a sua sensibilidade e gosto pelo belo e pelo pormenor, contribua com um “toque de inspiração” nos âmbitos em que se move: família, desporto, trabalho…e moda. Mas deve arranjar-se, sempre, de modo credível: dando uma imagem de pessoa que está no trabalho e não na praia, em casa e não num baile, na universidade e não num bar, etc.
Uma estudante perguntava ao capelão da sua universidade como poderia agradar mais ao seu namorado. A resposta foi: “Descendo a saia 20 centímetros. Se o respeitares mais, também ele te respeitará”.
Espero que esta primavera na moda suscite conversas “primaveris”, isto é, cheias de dinamismo, cor e entusiasmo, em ambientes juvenis e familiares, que venham a produzir os frutos aromáticos de famílias unidas “até que a morte os separe”, e empresas cheias de…resultados positivos.
Isabel Vasco Costa



0 Comentários