A responsável por este empreendimento de turismo de habitação, Natacha Outerelo, que vivia em França, veio para Portugal em dezembro do ano passado para abraçar este projeto. A ideia de comprar esta quinta foi do seu pai, José Outerelo, que andou cerca de dois anos a negociar a compra deste empreendimento.
Em França, Natacha Outerelo trabalha na área da restauração, onde é proprietária de um restaurante italiano. “O meu pai, que é chefe de cozinha, ficou a gerir o restaurante em França, e eu vim para Óbidos viver e dinamizar o espaço onde ele sonhava viver”, apontou a empresária.
No entanto, José Outerelo fez questão estar presente na inauguração para apoiar a filha neste novo projeto. Em declarações à imprensa revelou que quando viu a quinta pela primeira vez apaixonou-se “pela sua beleza e tranquilidade rodeada da natureza”. Também gosta muito da região Oeste.
O espaço tem a funcionar um wine bar, onde é servido vinho a copo acompanhado por tapas e petiscos. Um restaurante com gastronomia italiana e portuguesa também faz parte deste projeto, que para além da colaboração da família criou mais dois postos de trabalho. Está em contato com a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste para estágios na área da restauração.
Recebe também festas, jantares temáticos, batizados, casamentos, reuniões, entre outras iniciativas.
A responsável pela Quinta da Azenha disse que o investimento no empreendimento turístico teve como objetivo criar algo que se “diferenciasse claramente de qualquer outro” e que “exemplificasse um novo conceito de turismo rural”. A cerca de uma hora de Lisboa, “tentámos criar um espaço de bem-estar que convidasse a uma maior proximidade com a natureza”. Natacha Outerelo quis criar o espaço ideal para o “refúgio de tranquilidade”, onde o visitante pode “relaxar e recuperar energias”.
Exposição “Cristos e Crucifixos”
No âmbito da cerimónia de inauguração, está a decorrer na capela e biblioteca do empreendimento de turismo rural uma exposição privada de arte sacra que faz parte do espólio da Quinta da Azenha. É uma mostra de cristos e crucifixos, que, segundo Natacha Outerelo, faz parte de uma coleção única em Portugal.
A exposição aberta ao público, até o dia 5 de abril está integrada no programa da Semana Santa de Óbidos. Nesta iniciativa expõem uma coleção maioritariamente de cristos populares, reunidos ao longo de muitos anos.
A coleção da Quinta é igualmente composta por vários cristos barrocos do século XIX mas também de alguns mais raros, indo-portugueses e filipinos que remontam ao século XVI e XVII.
Estão ainda patentes outras figuras sacras e um presépio em miniatura montado sobre um toucador romântico do final do século XIX.
Na capela composta por um oratório principal e três laterais, a figura de Cristo impera com o apoio de outros santos, mas a predominância continua a ser a restante coleção de cristos portugueses e espanhóis.
Marlene Sousa







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