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Oposição critica falta de reparação das ruas esburacadas nas Caldas

Francisco Gomes

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O presidente da Câmara das Caldas justifica que não pode intervir na reparação das ruas esburacadas na cidade enquanto não fizer uma intervenção no sub-solo, esclarecendo que há canalização antiga de saneamento que precisa de ser substituída. Assim, como disse na Assembleia Municipal, prefere esperar mais um ou dois anos porque “não se consegue fazer todas as obras ao mesmo tempo, e só se deve alcatroar depois de substituídas as condutas em algumas estradas”.
Comentadores de “Pontos de Vista” discutiram o assunto

Aceita-se esta explicação ou haverá outras soluções? Foi a questão discutida pelos comentadores de “Pontos de Vista” (uma parceria MAIS OESTE RÁDIO/JORNAL DAS CALDAS), na emissão da passada quarta-feira.

Manuel Nunes, do PS, afirmou que “circulamos pela cidade e vemos os buracos e temos de andar fazer fintas para não prejudicar os pneus dos carros”.

“Há uma quantidade de ruas assim e não há arranjo, e é isso que nos choca e incomoda, sabendo que circulam aqui centenas de carros e as estradas é importante estarem arranjadas e que não haja buracos”, manifestou.

O socialista defendeu que “se faça uma empreitada para as reparações necessárias nas duas freguesias das Caldas”.

Edgar Ximenes, do MVC, disse que a questão levanta “perplexidade” e tem a ver com “planeamento”. “A reparação dos pisos não pode ser feita casuisticamente. O que parece não haver aqui é um plano. Responde-se de forma bastante vaga”, referiu.

“Há um plano geral de renovação?”, interrogou. “Há ruas que precisam de substituição de canalização, mas há um plano para o fazer ou não? Mas isto também só é válido para algumas ruas, porque há outras, por exemplo a Rua da Estação, que já foram intervencionadas e esburacadas. Qual é a justificação para não terem sido reasfaltadas completamente? A não ser que a desculpa seja outra vez que foi o inverno mais rigoroso dos últimos 25 anos”, declarou.

Segundo Edgar Ximenes, há ainda outro aspeto a ter em conta, que é a qualidade das reparações. “Noutros países, quando há um buraco, passados dias só se nota a diferença da cor. Aqui, há roturas sucessivas e demoram meses para serem reparadas, disse, lamentando que as intervenções posteriores deixem as ruas com altos e baixos.

“Se a situação é tão calamitosa devia ser uma prioridade”, sublinhou, considerando que “se o presidente da Câmara dissesse à população que havia um plano do que ia ser feito, numa atitude de informação, em vez de explicações atabalhoadas perante o caos, haveria mais compreensão dos munícipes, que andam todos os dias numa gincana entre os buracos”.

Rui Gonçalves, do CDS, apontou que “à exceção da área intervencionada na cidade no âmbito da regeneração urbana, tudo o resto está em mau estado”.

“A Rua da Estação foi intervencionada e se já foram feitas infraestruturas, porque é que não foi feito um alcatroamento como deve ser? Na Rua José Filipe Neto Rebelo, que é perpendicular, também intervencionada, ainda não foi tapado o buraco. A Rua do Sacramento, que vai do Bairro Azul para as avenidas, a Rua Fonte do Pinheiro, a Rua Raul Proença, na parte que não foi intervencionada, a Rua Mestre Francisco Elias, a Rua António Lopes Júnior, a Rua Tenente Sangreman Henriques e a Rua 31 de janeiro, são apenas algumas que me lembro”, elencou.

“Esta situação afeta toda a gente. É evidente que o dinheiro não chega para tudo, mas tem de haver prioridades e de serem tomadas opções”, sustentou.

Vítor Fernandes, do PCP, acha que a cidade tem sido penalizada nestes arranjos em estradas e caminhos em relação às freguesias rurais. “A maioria que está na Câmara tem mais votos nas freguesias rurais do que na cidade”, comentou.

“Há que fazer canalizações, mas tem de ser planificado e haver prioridades, e os munícipes têm de saber qual é o plano para melhorar o estado das ruas da cidade”, indicou.

Para o comunista, “as ruas da cidade estão uma lástima”.

António Cipriano, do PSD, retorquiu que “os recursos são escassos e Roma e Pavia não se fizeram num dia”.

“É verdade que existem ruas que precisam de ser melhoradas, mas não pode ser de um dia para o outro”, defendeu.

Francisco Gomes

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