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Fernando Costa não concorda com a deslocação dos bares para junto do areal

Mariana Martinho

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Os bares da Foz do Arelho poderão ser deslocados para o centro da avenida, no sentido de requalificar a zona do mar e do cais. No entanto, o ex-presidente da Câmara Municipal, Fernando Costa, discorda deste projeto.
Bares da Foz do Arelho podem mudar de localização

O ex-autarca, na visita feita na segunda-feira à Foz, manifestou a sua opinião em relação a esta ideia da demolição e deslocação dos bares para mais próximo do areal. O presidente da Distrital de Leiria do PSD, afirmou que “não concordo nada que os bares venham para cima da lagoa, pois vão ficar sob a ameaça do mar. Se querem retirar o sentido automóvel, ponham tudo pedonal”.

“Este assunto da mudança dos bares tem cerca de cinco anos, quando a Câmara Municipal projetou na altura o arranjo do antigo parque de campismo, da estrada e escadarias. Puseram-nos como condição que os bares avançassem para o meio da avenida. Na altura manifestei-me logo contra, porque primeiro é investimento muito elevado e segundo iria obrigar os donos dos bares deitarem abaixo as instalações”, referiu Fernando Costa.

O vice-presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Hugo Oliveira, questionado sobre o assunto, admitiu que a Câmara já tinha uma candidatura aos fundos comunitários e encomendado um estudo prévio com a atualmente Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no sentido de que os bares passassem para o centro da avenida, sendo todos deslocados e demolidos, pois segundo o Plano de Ordenamento da Orla Costeira todos se encontram ilegais. Os bares neste momento apenas têm licenças provisórias para estarem a funcionar”.

Sobre essa questão, Fernando Costa referiu que “estão legalizados porque encontram-se aqui instalados há algum tempo e toda a gente sabe que eles estão aqui. Se não estão legalizados não é culpa dos proprietários mas sim da administração pública, que fecha os olhos ao assunto, logo está a legalizar”.

O estudo prévio já realizado também apontava para que atrás dos bares existisse um estacionamento para descargas e cargas, o que acabou por gerar conflito com os concessionários dos bares, mas segundo Hugo Oliveira, “nós rapidamente dissemos que era uma questão ultrapassável, bastava mudar uma das escadarias que não fizesse acesso atrás e permitia que os carros viessem dar a volta à rotunda, passando por detrás dos bares. Assim possibilitava que continuasse a haver estacionamento e só os bares seriam deslocados para o centro da avenida, sobrelevados caso o mar subisse. Esta foi a proposta desse estudo prévio”.

No entanto, a Câmara demorou algum tempo para preparar o caderno de encargos e foi lançado um novo concurso, que atualmente se encontra em fase de apreciação das propostas para a deslocalização dos bares e por fim, a realização de um novo estudo prévio.

O novo estudo, de acordo com a APA, será novamente discutido e avaliado, antes da decisão final. Segundo, o vice-presidente da Câmara, “neste momento ainda ter um novo estudo prévio, sendo depois discutido com as entidades”.

A autarquia prevê um investimento que ascende os cinco milhões de euros, valor que o Município compromete-se a pagar.

Na opinião do presidente da Distrital do PSD, “os bares estão em bom sítio, devem é ser melhorados e arranjados. Caso os bares venham para junto do areal, isso vai obrigar as pessoas durante o inverno a deslocarem-se mais para conseguirem chegar aos bares. Assim, a solução poderia passar por apenas embelezar a zona, através do aumento dos passeios e aplicar materiais menos agressivos do que o alcatrão”.

Mariana Martinho

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