O auditório esteve cheio de comerciantes que quiseram obter informação de como podem se candidatar aos fundos para modernizarem e requalificarem os seus estabelecimentos.
A ACCCRO constituiu uma estrutura para desenvolvimento de candidaturas dos seus associados. O objetivo é apoiar as empresas na realização dos seus projetos e investimentos relacionados com os diversos programas que apresentam várias vantagens para os comerciantes.
Segundo José Vale, do IAPMEI, o Comércio Investe é uma medida financiada através do Fundo de Modernização do Comércio, com dotação orçamental regional, que visa o lançamento de uma nova fase de apoio à atividade comercial. As candidaturas podem ser apresentadas em projetos individuais (submissão até 27 de março) e projetos conjuntos (submissão até 13 de abril).
As áreas de investimento das empresas (projetos individuais e conjuntos) centram-se em qualificar a oferta comercial através de presença na internet para divulgação da oferta e comércio eletrónico complementando a oferta do estabelecimento comercial; estudos para melhoria da imagem dos estabelecimentos (vitrinismo, design, decoração de interiores); certificação de sistemas de gestão ou de produtos; proteção da propriedade Industrial através do registo nacional e internacional de marcas e aumentar a atratividade dos espaços para o cliente.
As áreas de investimento das associações (Projetos conjuntos) têm como objetivo a divulgação conjunta da oferta comercial do centro urbano, a adesão do projeto a novas plataformas de promoção, nomeadamente as ligadas à utilização da internet e das redes sociais e a criação efetiva de serviços de apoio no local ao cliente.
Para os projetos individuais, o apoio pode ir até 35.000 euros por projeto. Nos projetos conjuntos, são 20.000 euros para cada empresa aderente e as associações, 6.000 mil euros por empresa aderente.
Requalificar a oferta comercial
Porquê as Caldas da Rainha? Nuno Mendonça, diretor geral da Núcleo Inicial, diz que com mais de 600 estabelecimentos de diversos ramos de atividades, Caldas da Rainha é a Capital do Comércio Tradicional e tem condições para requalificar a oferta comercial, porque é a cidade de eleição de vários consumidores.
Este responsável defende o desenvolvimento de ações conjuntas porque trará benefícios para as empresas aderentes, como mais visibilidade, promoção, notoriedade, dinamização dos serviços prestados e captação de novos clientes e participação em diversas atividades conjuntas.
A ACCCRO pretende com os projetos conjuntos criar serviço complementares, como um serviço de baby sitting (aos sábados de manhã na sede da Junta de Freguesia junto à praça da fruta), a Rua das Montras virtual e wifi gratuito em vários pontos e espaços públicos de acessos. Tenciona ainda criar novos serviços conjuntos, como o serviço ao domicílio (entrega das compras), acompanhamento ao carro e serviço de guardar as compras.
Quer também lançar o mercado biológico na Praça da Fruta e um mercado de venda de flores na Rua das Montras.
Célia Antunes, da Internacional Business Consulting, revelou que esta empresa constituída, por um grupo de consultores experientes, integra o projeto conjunto na candidatura ao Programa Comércio Investe no apoio ao desenvolvimento de ações de consultoria para empresas.
Promoção da cidade é essencial
Paulo Agostinho, que fez a abertura da sessão, destacou o potencial enorme do comércio tradicional das Caldas, revelando que além das lojas existem 89 cafés e pastelarias e 43 restaurantes na cidade. “Não há nenhum centro comercial em Portugal que tenha esta oferta”, sublinhou o presidente da ACCCRO, acrescentando que “falta-nos a promoção que tem que ser feita em conjunto para conseguirmos cativar pessoas de outros concelhos a fazerem compras nesta cidade ”.
Ciente da necessidade de inovar e modernizar, revelou que a ACCCRO vai apresentar dois projetos coletivos, um para a Rua das Montras, com o envolvimento de 20 empresas, e o outro ainda não quis revelar. “Depois da confusão que os comerciantes passaram com as obras de regeneração urbana, é uma oportunidade para modernizar o comércio”, sublinhou.
Vítor Marques, presidente da União de Freguesias de N. Sra do Pópulo, Coto e São Gregório, também destacou a necessidade de dinamizar a cidade para captar visitantes, revelando que estão disponíveis para apoiar “acontecimentos na cidade” mas para isso “tem que haver iniciativas” que têm que partir de “todos”.
“Nesta fase que estão a terminar as obras de regeneração urbana já podemos pensar em promover a cidade, iniciando uma ação de promoção forte para captação de turismo”, disse o vice presidente da Câmara das Caldas, Hugo Oliveira. Segundo o autarca é preciso definir estratégias e objetivos, considerando que eventos fixos nas Caldas, como o Festival Internacional do Cavalo Lusitano e a Feira da Fruta, são fundamentais para trazer visitantes à cidade.
O relançamento do termalismo por parte da Câmara das Caldas é outro fator que Hugo Oliveira considera importante para captar turistas.
Marlene Sousa





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