Ainda me recordo:
Numa tarde outonal
Andávamos ambos
Passeando os nossos amigos
de quatro patas
Digo “amigos”, porque são mesmo
Leais
Quando travámos conversa
E entre os nossos diálogos
Por coincidência, ficámos a saber
Que tinham sido tropas, no mesmo
quartel e na mesma época
Os nossos queridos e saudosos pais.
Tenho imensa pena
Que a nossa amizade terrena
Durasse tão pouco tempo!
Mas sei, que valeu a pena!
E ela perdurará
Para além do pensamento.
Possuímos ambos, almas poetas
Além de sermos sensíveis
Com o que se está a passar
no Mundo inteiro.
Tu, Fernando
Nunca deixaste de ser
Um lutador e um guerreiro.
Com grande gratidão
Me recordo dos momentos
passados
Que deixam saudades
Nas memórias
Dos tempos queridos
E dos sonhos
Ficados por realizar.
Foste um grande sonhador
De alma e coração
Onde no “Espaço Abril”
Que criaste
Te dedicaste
Com eterna Paixão.
Se o vento voasse para lá dos céus
Escreveria o teu nome
Nas asas dum anjo
Que te arrebatou
Numa madrugada de Fevereiro
Para o espaço etéreo
Onde a tua alma se
Elevou!
Marília Alegre



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