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Associação de lares de idosos contesta afirmações de bastonário dos Enfermeiros

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O presidente da associação de lares privados de idosos desafiou o bastonário da Ordem dos Enfermeiros a verificar as condições dos lares antes de fazer afirmações sobre a falta de cuidados de saúde nestas instituições. O desafio do presidente da Associação de Apoio Domiciliário, de Lares e Casas de Repouso de Idosos (ALI), João Ferreira de Almeida, surge na sequência de declarações do bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, proferidas no final de uma visita ao Hospital das Caldas da Rainha.

Germano Couto defendeu que “o Ministério da Saúde e o Ministério da Solidariedade Social têm de se entender no que respeita aos lares de terceira idade”, sustentando que, “muitas vezes, as mortes acontecem, não por responsabilidade dos hospitais, mas sim porque [os doentes] não tiveram os cuidados necessários a montante”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ALI refutou estas declarações, afirmando que “com a má fama e a antipatia que há com os lares de idosos, estão mesmo à mão para serem os maus da fita, e sacode-se a água do capote”.

Para o responsável, é preciso distinguir os diferentes tipos de lares: “Nos licenciados privados há cuidados médicos, nos lares sociais se calhar há menos e, nos lares clandestinos, não há mesmo”.

Assegurou que as instituições licenciadas disponibilizam um “médico próprio” aos idosos, “mesmo não sendo obrigatório segundo a regulamentação em vigor”, e manifestou que os lares privados até evitam levar os idosos às urgências: “Todos sabemos bem o mal que passam quando vão às urgências”.

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