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420 carros por hora durante a semana na Rua Heróis da Grande Guerra

Francisco Gomes

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O assunto chegou à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, depois do JORNAL DAS CALDAS ter iniciado do debate: A Rua Heróis da Grande Guerra deve continuar aberta ao trânsito como está, depois de terminadas as obras do parque de estacionamento subterrâneo na Praça 25 de abril?
Tinta Ferreira revelou a existência de um estudo sobre a circulação de carros na Rua Heróis da Grande Guerra

Na última reunião da Assembleia, o deputado do MVC, Edgar Ximenes, pegou no assunto e levou o presidente da câmara a responder que “a evolução da sociedade vai no sentido de ter várias ruas pedonais, mas não podemos ter um túnel entre a praça de touros e o largo da Rainha, e portanto temos de ponderar. A Rua Heróis da Grande Guerra foi de tal modo pensada para peões que tivemos necessidade de delimitar com vasos para que a relação com os carros fosse controlada e antecipou a delimitação a 20 km/h, permitindo a coabitação de viaturas e peões. Estamos a refletir e podem haver soluções mistas, com horários em que os carros passem”.

Na sequência do repto lançado pelo deputado Jaime Neto, do PS, Tinta Ferreira também admitiu que um indicador a ter em conta é a medição da qualidade do ar.

A mais importante revelação foi de que a Associação Comercial fez um levantamento do número de viaturas que passam na rua de segunda a sexta-feira – em média 6480 carros, o que corresponde a 420 veículos por hora. Aos sábados, entre as 10h e as 13h, a circulação passa para o dobro – 840 carros por hora.

Sobre o estacionamento à volta da Praça da Fruta, Tinta Ferreira indicou que os locais estão sinalizados e que há policiamento requisitado todos os dias, menos à terça e quarta-feira, dias de menor afluência. Adiantou que vai ser feito um estudo para instalação de parcómetros em alguns pontos da cidade.

O autarca foi também questionado sobre os edifícios abandonados junto à EDP, onde há dias houve um incêndio, revelando que “pertencem a um banco que foi já notificado para o requalificar e impedir vandalismos, e se não cumprir temos de enviar para o tribunal.

O edil revelou que foram passados dez autos de contraordenação a pessoas apanhadas a pintar paredes, sobretudo alunos de arte e design.

Acerca da confusão no largo do Hospital Termal, assegurou que vai ser instalado um sistema de pilaretes para disciplinar o trânsito, assim como um pilarete retráctil controlado pelo porteiro do hospital termal, que permitirá numa zona apenas o estacionamento de ambulâncias e não de outras viaturas.

Foi aprovada por unanimidade a cedência de uma parcela de terreno destinada à construção de um edifício para a Associação das Congregações de Caldas da Rainha das Testemunhas de Jeová, na sequência da contestação da sua localização na Quinta do Pinheiro Manso, por alguns moradores nessa zona.

A nova localização é no Bairro de São Cristóvão, onde funcionou uma escola primária. “Pode valorizar a entrada a cidade”, disse Tinta Ferreira.

O Orçamento Participativo Jovem, cujo regulamento foi proposto por Paulo Espírito Santo, da JSD, foi aprovado, com a recomendação de que a idade para participar seja dos 14 aos 30 anos, que no mesmo ano não se possam candidatar simultaneamente ao orçamento jovem e ao orçamento participativo, que o proponente com projeto vencedor não possa participar no ano seguinte e que possa haver participações de estudantes e trabalhadores no concelho não residentes no mesmo.

“A JSD Caldas da Rainha entende que esta é uma proposta de promoção da participação cívica dos jovens do concelho, e poderá ser uma ferramenta de inclusão e de combate à abstenção jovem”, manifestou, em comunicado, Paulo Espírito Santo

O modelo de gestão das associações do concelho começou a ser discutido, a pedido da CDU. “Em 2015, a Câmara orçamentou para a Culturcaldas, ADIO e ADJCR 395 mil euros, para além do pagamento de água, eletricidade, segurança e disponibiliza pessoal da Câmara. A Assembleia Municipal deve receber elementos destas entidades para fazer a fiscalização e saber como é que os dinheiros são gastos. Ao longo destes anos isso não tem sido feito”, sustentou Vítor Fernandes.

“O que nos preocupa é que a Câmara contribui com verbas significativas e não pode fazer parte dessas associações, apesar de estar nos estatutos, que precisam de ser alterados. Como é que controla as contas?”, interrogou, questionando também qual o serviço prestado pelas entidades, que receitas geram e que afluência têm.

O assunto baixou à discussão da segunda comissão municipal

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