Tenho ultimamente tentado descobrir uma nova forma de comunicação entre nós e lembrei-me de desenhos. Sim, desenhos que ilustram as palavras que te digo e cuja resposta é o próprio eco da minha voz. Talvez com desenhos finalmente percebas que muitas vezes és inútil, as tuas opiniões são inúteis e que te interessas por coisas inúteis.
Sabes que desenhar não é o meu ponto forte, nem de perto nem de longe, até porque já me passou pela cabeça tirar um curso de desenho específico; curso de desenho para comunicar com o seu…fantoche. Não leves a mal a palavra fantoche mas neste preciso instante é o que me apetece chamar-te.
Geralmente utilizamos os desenhos para ensinar às crianças as coisas básicas, por exemplo os animais, o mobiliário de casa. É de lamentar que a nossa relação tenha chegado ao ponto de até em desenhar eu já pense. Se te estou a chamar criança? Pois…com toda a certeza que sim!
Só uma criança mimada, egoísta e com pretensões de superioridade, de endeusamento pode ter as tuas ações. Mas o desenho será mais uma das minhas tentativas que como resultado será o nada, a inércia, tudo permanecerá tal qual como está. E sabes porquê? Porque tu és daqueles que pegam em determinadas pessoas e as colocam no seu armário, como uma roupa, uma peça que se usa e exibe quando lhe apetece. Digamos que arrumas os restos das pessoas dentro de um compartimento chamado coração, mas o teu parece ter vindo com um defeito de fabrico, falta-te alguma letra ou até mais do que uma, sei lá eu, na palavra coração.
Gostaria da tua opinião… mas não inútil.
Vou usar desenhos para ilustrar… as minhas palavras.
Tuas opiniões…minhas palavras.
Tudo desenhos…tudo inútil.



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