Hospital sem condições

Fernando Rocha

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Por razões de doença de um familiar tive de me socorrer dos serviços do Hospital das Caldas da Rainha, no passado dia 4.

Tal como em muitas (ou todas) as unidades hospitalares, um pouco por todo o País, só a imensa dedicação, da generalidade dos profissionais da saúde, permite que a rutura dos serviços não seja completa. A espera de um doente com a pulseira amarela, no Serviço de Urgência, ultrapassava, nesse dia, cinco ou seis horas, para além do tempo anterior de espera para a triagem.

Dia 6 de janeiro o meu familiar teve alta e assisti ao obsceno espetáculo de cerca de vinte macas, no esgotado espaço do serviço de urgência. Como é possível aos doentes terem direito a descansar, a dormir, no meio daquela balbúrdia de macas com doentes a gemer, tendo dia e noite a luz acesa e a azáfama dos profissionais, sossegando e socorrendo aflitos? Definitivamente, nestas condições, os serviços se por um lado acorrem a situações de saúde, são em si mesmos, serviços causadores de doença.

Sejamos justos e agradeçamos aos profissionais de saúde, que lutam sobretudo, por condições de trabalho e, por conseguinte, pelo nosso querido SNS. Por mim, para eles vai a minha grande gratidão, que contrasta com o repúdio desta política, não de saúde, mas de doença.

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