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O último adeus ao casal assassinado na Suíça

Francisco Gomes

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Os corpos do casal português que foi assassinado na Suíça foram cremados e as cinzas trazidas para as Caldas da Rainha. Os restos mortais, dentro de dois potes, foram depositados num dos cemitérios da cidade. Juntos morreram e assim foram transportados até à última morada. Jerónimo Pereira, de 52 anos, e Lídia Leitão, de 37 anos, mortos a tiro pelo ex-companheiro dela, Alípio Pereira, de 50 anos, foram cremados na Suíça. Dois potes com as cinzas foram na tarde da passada sexta-feira depositados num gavetão no cemitério de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, de onde Jerónimo era natural e onde Lídia chegou a viver e tinha família.
Funeral no cemitério de Santo Onofre

Centena e meia de amigos e familiares do casal reuniu-se para uma celebração eucarística, onde foi deixada pelo padre Samuel Pulickal “uma palavra de conforto” aos parentes mais próximos.

Um dos momentos mais emotivos foi quando foi lida a mensagem de uma amiga de Jerónimo, manifestando a consternação pela perda.

O cortejo fúnebre seguiu depois para o interior do cemitério, onde no mesmo gavetão os potes com os restos mortais foram colocados.

O último adeus foi presenciado pelas duas filhas de Lídia, que se encontravam em casa na altura em que mãe e o marido foram assassinados. O filho mais novo de Lídia, de seis anos, que tal como uma das irmãs, de 16 anos, ficará sob a tutela dos avós maternos, não esteve no funeral, tendo sido poupado a mais um momento de dor.

O corpo do homem que matou o casal também já foi cremado, mas as cinzas só iam chegar a Portugal esta semana.

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