Situações por resolver na cidade

José Ribeiro

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Os caldenses têm o privilégio de viver num local onde o melhor de vários mundos se congrega: praia; serra; proximidade de Lisboa; uma reconhecida escola superior de artes e um património histórico riquíssimo. O centro da cidade é neste momento um estaleiro, mas todos esperamos que o final das obras traga melhorias para qualidade de vida de todos. Reconheçamos que o executivo camarário deseja tanto esta melhoria como os próprios munícipes.

Queria no entanto apelar para situações que não dignificam a cidade e em relação às quais a Câmara pode fazer algo:

– Para quem, como eu, tem de passar várias vezes por semana na rua “os Inseparáveis do Lubango” a caminho do campo de treinos do “Caldas”, o muro que separa a estrada da mata é uma catástrofe à espera de acontecer. Segundo sei, o clube já terá alertado Câmara e junta para o facto de dezenas de viaturas com crianças circularem naquela via diariamente. Vamos esperar que o muro caia para depois lamentarmos a “situação inesperada”?

– O património arquitetónico e cultural da cidade está ao abandono. Os pavilhões do parque, o próprio hospital termal (a nossa cidade intitula-se “Caldas”, as termas são o foco fundador e identitário dos caldenses, mas já só nos resta a história). Quando terminar o “empurrar” de responsabilidades talvez alguém consiga restituir à cidade o que faz dela o que é;

– Numa cidade de artistas, com a ESAD.CR e um grandiloquente CCC, continua a cidade desligada dos seus artistas e da sua escola, grafitis conspurcam as paredes numa manifestação de quem não tem outras formas de se expressar. Merecia esta cidade ser um polo dinamizador de várias formas de arte, mas não temos passado de uma intenção do que poderíamos realmente ser;

– As obras do caminho pedonal da Foz estão paradas há dois anos (!). Vamos aguardar que também termine o “apurar” de responsabilidades e que alguma iniciativa se tome;

– Uma iluminação condigna junto ao chafariz das 5 bicas. Haverá alguma “vendeta” contra os marcos desta cidade?

Penso que as soluções para os problemas apontados não necessitam de particular criatividade ou de orçamentos desmesuradas, bastará nalguns casos “copiar” o que se faz de bem noutras cidades (ver a requalificação que Lisboa realizou no Príncipe Real, por exemplo) e estar com atenção ao que se passa fora das paredes camarárias.

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