Organizado pela Associação de Criadores do Cavalo Lusitano do Oeste, com o apoio da Câmara Municipal das Caldas da Rainha e União de Freguesias Nossa Senhora do Pópulo Coto e São Gregório, Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, ACDR Sto Onofre- Monte Olivett, Pimpões, Silos – Contentor Criativo, Sociedade Equestre do Oeste e Amar Caldas, o evento foi uma retrospetiva do Oeste Lusitano 2014, que decorreu em maio, no Parque D. Carlos I. E foi ao som do estilo musical passodoble, com a presença de três cavaleiros e touros, que o evento começou, seguindo-se actuações da fadista Teresa Rocha em conjunto com os cavaleiros de Miguel Fonseca. O cavaleiro Miguel Fonseca, natural do Juncal, Alcobaça, convidou a dançarina de flamenco Sofia Bartolo para atuar, ao som da Orquestra do Monte Olivett. O espectáculo terminou com a participação do Grupo Zarabanda. A organização não consegue quantificar o número de pessoas presentes no parque, contudo, os cerca de 200 lugares sentados estavam preenchidos, a que se junta a lotação do café Pópulos e as pessoas que assistiram ao evento em pé, o que demonstra o interesse do público por este tipo de espectáculos. Jorge Magalhães, presidente da Associação de Criadores do Cavalo Lusitano do Oeste, declarou que “o evento teve bastante adesão, vê-se que o público se interessa por espectáculos como este, a encenação foi fantástica, teve movimento e cor, mas não teve luz”. O responsável lamentou a falta de luz no evento, explicando que “tivemos uma dificuldade enorme em produzir este espetáculo, que poderia ter sido simples. Solicitámos ajuda à EDP, à Junta de Freguesia e à Câmara Municipal das Caldas da Rainha porque não tínhamos corrente elétrica no parque”. “Quando se realizou o Oeste Lusitano, toda a instalação eléctrica do parque foi revista, inclusive foi colocado um quadro elétrico novo na Casa dos Barcos, no parque, subsidiado pela Câmara com ajuda do Oeste Lusitano”, descreveu Jorge Magalhães. Segundo Jorge Magalhães, o quadro elétrico encontrava-se fechado, o que não permitiu à organização aceder ao mesmo. A organização disse ter pedido à União de Freguesias e à Câmara para entrarem em contacto com o Centro Hospitalar do Oeste (CHO). Segundo Jorge Magalhães, o CHO referiu que “não poderia ligar o quadro”. O evento teve a participação de 87 pessoas, entre organização e artistas, “todas elas a custo zero” e “é complicado explicar a quem quer fazer algo nesta cidade o porquê de tantos entraves”, rematou. O Conselho de Administração (CA) do CHO, em comunicado, alega que “autorizou a realização do evento nos moldes solicitados pela União de Freguesias”. “O CA, o seu presidente, ou o serviço de instalações e equipamentos do CHO, nunca negaram o acesso à electricidade do parque D. Carlos I. As condições de iluminação do local eram do conhecimento do organizador do evento aquando do pedido de autorização, não fazendo, portanto, sentido responsabilizar o CHO, ou o presidente do CA, pela fraca luminosidade, relativamente a este evento em concreto. Em eventos anteriores os organizadores, conhecedores de tal situação, encontraram soluções que passaram pelo reforço da luminosidade no local do evento”, indicou o CA do CHO.
Procuram-se artistas para novo evento
A Associação de Criadores do Cavalo Lusitano do Oeste vai seleccionar artistas de áreas como dança, música, orquestras, coreógrafos, trapézios, patinagem, artes circenses, entre outras, para um evento a realizar em maio do próximo ano. Os interessados deverão entrar em contacto com a associação através do e-mail acpsl.oeste@gmail.com.
Inês Lopes










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