Desde a década de 90 que o número de pessoas que pode estar ao mesmo tempo naquela reserva natural não deve exceder as 350, tal como define uma portaria do Ministério do Ambiente. Excluídos deste número estão os pescadores que legalmente exercem a atividade na área da reserva e quem ali possui residência habitual.
Esta medida foi tomada tendo em conta a necessidade de preservar o ecossistema, de características únicas.
Um estudo chegou agora à conclusão que o número de pessoas pode aumentar ligeiramente, respondendo ao grande afluxo turístico.
“Há intenção de alterar a portaria para aumentar a capacidade de carga, de forma a comportar aquilo é a visitação à ilha. O estudo que foi feito é que existem condições para acomodar um ligeiro aumento do número de pessoas. Obviamente que não queremos colocar aqui vinte mil pessoas. O número ainda não está fechado e será definido pela secretaria de Estado e pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF)”, revelou Sérgio Leandro, da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, entidade que em conjunto com a Câmara Municipal e o ICNF poderão desenvolver em 2015 uma campanha de sensibilização sobre os resíduos sólidos na Berlenga, uma das questões que terão de ser acauteladas.
O número a fixar terá em consideração os impactos da presença humana e “a capacidade de gestão das infraestruturas sanitárias, do tratamento das águas residuais e a forma como os resíduos sólidos possam ser acomodados na ilha”, adiantou Sérgio Leandro.
O aumento da carga humana na ilha da Berlenga com o impacto controlado é uma medida que poderá ser aplicada a partir do próximo ano.
Francisco Gomes




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