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Universidade no mar a bordo do “Creoula” com etapa na Berlenga

Francisco Gomes

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Durante três semanas o navio de treino “Creoula” está a receber estudantes universitários portugueses e espanhóis. Ampliar o conhecimento dos participantes sobre os assuntos do mar é o objetivo de uma viagem por águas ibéricas, ao longo da qual aprendem a fazer todas as tarefas de uma tripulação. O grande veleiro de 65 metros de comprimento, construído em 1937 para ser um barco de pesca, está desde 1987 ao serviço da Marinha portuguesa e é a bordo que até 22 de agosto 40 jovens frequentam dois cursos que apelam à valorização dos recursos marinhos, pagando entre 500 a 700 euros. “O objetivo da missão é precisamente alertar as consciências dos jovens para as questões do mar nas várias perspetivas – profissional, económica, de turismo, etc”, refere Cruz Martins, comandante do ‘Creoula’, natural de Ferrel, no concelho de Peniche.
O “Creoula” foi transformado em 1987 em navio de treino de mar

Durante três semanas o navio de treino “Creoula” está a receber estudantes universitários portugueses e espanhóis. Ampliar o conhecimento dos participantes sobre os assuntos do mar é o objetivo de uma viagem por águas ibéricas, ao longo da qual aprendem a fazer todas as tarefas de uma tripulação.

O grande veleiro de 65 metros de comprimento, construído em 1937 para ser um barco de pesca, está desde 1987 ao serviço da Marinha portuguesa e é a bordo que até 22 de agosto 40 jovens frequentam dois cursos que apelam à valorização dos recursos marinhos, pagando entre 500 a 700 euros.

“O objetivo da missão é precisamente alertar as consciências dos jovens para as questões do mar nas várias perspetivas – profissional, económica, de turismo, etc”, refere Cruz Martins, comandante do ‘Creoula’, natural de Ferrel, no concelho de Peniche.

A viagem completa liga o porto espanhol de Avillez a Barcelona. Mas não são dias de descanso, aponta José Soeiro, coordenador da Universidade Itinerante do Mar: “Isto não é uma colónia de férias nem sequer um cruzeiro, porque eles têm de fazer o seu próprio trabalho”.

São várias as tarefas desempenhadas pelos alunos no navio, descreve Elisabete Mota, professora: “Vão convivendo e estando ao leme, na vigia, na cozinha, fazem a limitação de avarias, que é a ronda pelo navio, e todas as manhãs realizam as tarefas de limpeza”.

Despertar os jovens para os assuntos ligados ao mar e valorizar o peso que o mar tem para a Península Ibérica é realçado do lado espanhol. “Jovens que desconheciam este mundo, apaixonam-se e encontram aqui a sua vocação. Em qualquer caso, o que estamos a tentar fazer é juntar os dois países para que considerem que o mar é importante”, sustenta Fermín Rodríguez, da Universidade de Oviedo.

Uma das etapas desta jornada foi a Berlenga. Após uma visita à ilha, de ouvirem Sérgio Leandro, subdiretor da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, a falar sobre a biodiversidade do arquipélago, e de uma sardinhada, os alunos relataram como está a ser a experiência. “O contato com o mar e com pessoas de diferentes faculdades, com a Escola Naval, com os marinheiros e com a vida a bordo é completamente diferente”, diz a aluna Raquel Silva. Mariana Almeida acabou o 4º ano na Escola Naval e neste embarque de verão está “a ajudar os universitários a compreender o que é estar a bordo”.

Uma vida de marinheiro que não é fácil, mas que não tem de ser a meta dos cursos da Universidade Itinerante, porque há muitas outras profissões ligadas ao mar.

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