“Têm muito bom aspeto, são grandes, gordinhas e estão muito saborosas”, comentava um grupo. “Bebem-se uns copos e comem-se umas sardinhas, é um dia diferente, adiantou outro participante.
Um casal de emigrantes relatava que “vir a Portugal e não comer sardinhas com tomate e pepino, é como não vir”.
Uma mulher de Leiria estava encantada: “Vêm pessoas de todo o lado, é maravilhoso. Da maneira como estamos em crise, ao menos enche-se a barriga”.
Na ribeira velha, onde decorreu o convívio e foram instalados os grelhadores para a sardinha, todos os cantos serviram para fazer uma refeição.
A oferta do peixe, que esgotou em menos e hora e meia, é “uma tradição que se mantém há 45 anos. Antigamente eram os próprios pescadores que davam o peixe, mas como se tem pescado pouca sardinha tivemos de comprá-la para oferecer, porque as pessoas já estão habituadas a vir”, contou João Leitão, da comissão de festas da comunidade paroquial.
Ao convívio na ribeira velha, onde foram instalados os grelhadores para a sardinha, seguiu-se a procissão noturna no mar, com diversas imagens religiosas transportadas por barcos de pesca e turísticos, engalanados a rigor e iluminados.
A festa, que terminou terça-feira, incluiu ainda missa e bênção da frota, junto à marina, e várias procissões em terra.
Francisco Gomes











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