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Comunicado do CDS-PP

Regeneração Urbana – uma ameaça

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Porque não pretendemos constituir-nos como elementos perturbadores do desenrolar das obras denominadas por “Regeneração Urbana”, temos assistido atentamente mas em silêncio, ao que se vai passando na cidade. Acontece porém, que não é possível o CDS-PP continuar nesse silêncio, quando estamos perante uma verdadeira ameaça ao tecido urbano e empresarial de Caldas da Rainha e não queremos nem podemos ser coniventes com a situação caótica que estamos a viver. Aquilo que foi anunciado como um enorme progresso no espaço público da cidade, está a ser afinal um pesadelo, para empresários e população em geral.

Muito haveria a dizer e diremos a seu tempo, sobre cada um dos espaços intervencionados no âmbito da dita “Regeneração Urbana”, no entanto e dada a gravidade extrema da situação, concentremo-nos nas duas grandes obras em curso, Praça 25 de Abril e Praça da República. De tudo um pouco vem acontecendo, até ao drama final.

Projetos com inúmeros erros e ausência total de planeamento, que levaram a alterações sistemáticas introduzidas aleatoriamente, sem qualquer estudo ou raciocínio e como tal também elas erradas, em total ilegalidade. Não foram apresentadas em reunião de Câmara, nem foram solicitadas aprovações à Direção Geral do Património Cultural, tal como a lei exige.

Surgiram inevitavelmente os atrasos. Por se tornar demasiado penoso referirmos cada um dos erros e das alterações, incorreções e ilegalidades, apresentamos como exemplos e apenas pequenos exemplos, o caso dos contentores do lixo, localizados na Praça da República e o Largo do Hospital Termal.

De anúncio em anúncio, tem vindo o Sr. Presidente da Câmara aos poucos a prolongar os prazos, sem ter a mínima ideia de uma data aproximada que seja.

Depois da chuva no inverno – essa coisa estranha – ser apontada como a causa de todos os males, será o sol o novo culpado, por ter vindo no verão? Ora agora três semanas, ora agora mais um mês, quando todos os cidadãos minimamente atentos e interessados, perceberam que o descontrolo é total e fica uma imagem é claríssima. Ninguém sabe o que anda a fazer nem como fazer. A desorientação atingiu o escândalo e há muito o processo descambou em roda livre, sem que se vislumbre que alguém tenha a capacidade para lhe pôr cobro.

Os trabalhos decorrem, quando não estão mesmo parados, sem controlo, sem fiscalização, sem exigência, sem informação.

As obras andam, quando andam, lentamente e prolongam-se “ad eternum”, sem que alguém tenha a dignidade de anunciar seriamente um prazo. Apenas porque a incompetência vigente, não o permite. Mente-se uma vez, outra e ainda mais outra.

Os cidadãos em geral e os comerciantes em particular, são prejudicados diariamente com a situação decorrente deste caos em que vivemos e com que a cidade se confronta.

Os prejuízos financeiros são já incalculáveis. Postos de trabalho estão seriamente ameaçados. A imagem da cidade face a quem nos visita, degrada-se diariamente.

E que fique claro, não são as repetidas transmissões televisivas, de eventos propagandísticos de mera cosmética, que iludem a opinião pública. Podem iludir sim, quem não conhece a cidade ou quem não nos visita, porque a quem nos visita, fica a incredulidade.

A maioria absoluta do PSD, tem servido sistematicamente de cobertura, para este desvario interminável de irresponsabilidades. Por nós, fica claro que este estado de coisas terminou, o CDS-PP não permitirá que os responsáveis saiam impunes desta calamidade.

Impõe-se que de forma clara, inequívoca e definitiva, o Sr. Presidente da Câmara assuma as suas responsabilidades.

A Comissão Política do CDS-PP de Caldas da Rainha

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