O crime, que o Jornal das Caldas noticiou na passada edição, está a chocar a comunidade de Farmingville. Foi detido um suspeito que namorava com a vítima há duas semanas e que alega ter agido em legítima defesa.
Os investigadores policiais revelaram que Mónica Lino, viúva e administrativa numa companhia de seguros, foi brutalmente assassinada. Encontrada num banho de sangue na sua casa em Farmingville, Nova Iorque, rapidamente a polícia norte-americana chegou ao suspeito do crime – Charles Pray, de 34 anos, que pertenceu à Marinha dos Estados Unidos.
Uma faca de grandes dimensões desapareceu da cozinha da Mónica Lino. Terá sido esse o objecto cortante utilizado para desferir mais de vinte golpes que provocaram a sua morte.
Charles Pray terá agido sob efeito de álcool e drogas. Fugiu no carro da namorada, mas estampou-se quando pretendia estacionar num parque a cerca de 50 quilómetros de distância. Não desistiu e roubou outro carro parado numa estação de serviço, ação captada por uma camara de vigilância. Horas depois era capturado pela polícia.
Presente a primeiro interrogatório judicial, alegou estar inocente e ter agido em legítima defesa, após a namorada o ter atacado. O seu defensor diz que o homem sofreu golpes nas mãos, braços e no tronco. Uma versão que deixou incrédulos familiares e amigos da vítima, nos Estados Unidos e em Portugal, na localidade de Casal Jorge Dias, em Alcobaça, onde se encontravam de férias os dois filhos, uma rapariga com nove e um rapaz com doze anos.
Charles Pray, que está detido sem fiança, tem cadastro por invasão de propriedade e furto. Arrisca condenação perpétua.
Francisco Gomes





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