Miguel Santos, de 19 anos, transformou uma mini-motoquatro que tinha um motor a gasolina para ficar como um motor elétrico de 36 volts e 800 watts. “É um projeto bastante engraçado e que serviu para aprender”, disse.
Miguel Simões, de 19 anos, foi responsável por um kart híbrido com um motor de combustão interna que puxa as rodas de trás e com um sistema de injeção a hidrogénio que permite mais potência, e dois motores elétricos de 800 watts à frente.
Um trio foi responsável por uma estação hidropónica (a hidroponia é a técnica de cultivar plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta).
Trata-se de uma estufa com climatizadores e produção de água quente solar para produção de legumes e pequenos frutos. A ocupação de solo é menor porque as plantações são em altura, e não há contato com terra, o que diminui as doenças. A água circula em tubos através de um sistema de bombagem fotovoltaico e é melhor aproveitada.
Bruno Lopes, de 20 anos, ficou responsável pelo veículo elétrico que circula no espaço hidropónico e transporta os legumes produzidos. Miguel Pereira, de 17 anos, encarregou-se do ar condicionado evaporativo solar fotovoltaico. Alexandre Santos, de 17 anos, foi o autor do sistema de bombagem fotovoltaico para alimentação do sistema hidropónico.
Segundo Almerindo Almeida, coordenador do curso, os trabalhos em exposição eram os “mais relevantes e os que mais tecnologia envolvem, tendo sido considerados pelo júri externo como sendo de nível académico superior”.
Com os trabalhos na área da mobilidade elétrica, ainda na fase de protótipos, “quisemos demonstrar os vários aspetos comparativamente com os motores tradicionais”.
“Há ainda muita resistência, nascemos e crescemos viciados nos combustíveis fósseis, mas ficamos apavorados com a subida dos preços. Com mobilidade elétrica não poluímos nem não gastamos tanto dinheiro. Podemos não conseguir ir até ao Algarve, mas dá para os quilómetros que a maioria faz durante o dia e é preciso desmistificar que não é preciso nenhuma estação de carregamento. Dá para carregar em casa com uma tomada normal de 230 volts”, fez notar.
Almerindo Almeida descreveu que a escola participou recentemente no Naturfest – festival de música na Serra de Todo o Mundo – para onde levou “uma estação de carregamento com três painéis fotovoltaicos para o meio do eucaliptal, onde não havia baixadas da EDP, e toda a gente carregou telemóveis e ainda alimentámos um veículo elétrico durante três dias”.
Um corta-relva elétrico adaptado com um painel fotovoltaico, criado por Ruben Paulo, de 17 anos, e um catamarã com painéis fotovoltaicos, de David Couto, de 17 anos, em que banco do piloto era uma cadeira velha da escola, o leme era a roda de um compressor, o motor era a coluna de um barco com um motor elétrico de uma trotinete chinesa e o acelerador o manípulo de uma janela de alumínio, eram outras atrações.
Francisco Gomes









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