No âmbito do “Inventário Participativo de Atouguia da Baleia”, projeto basilar do Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia, as barbearias – enquanto profissão tradicional e local de socialização e confraternização masculina – foram frequentemente apontadas como um dos pontos de interesse patrimonial de várias localidades. Assim, inventariaram-se onze barbearias na freguesia de Atouguia da Baleia, entre as quais a “Barbearia do Estarrolho”, como era conhecido o estabelecimento de Fernando Faustino.
Iniciou o seu percurso como barbeiro por volta dos quinze anos, influenciado pelos seus irmãos, que também praticavam este ofício. A profissão de barbeiro era normalmente exercida nos finais do dia e aos fins de semana.
Até aos 38 anos, época em que emigrou para a Alemanha, foi proprietário de um estabelecimento de barbearia. No regresso, em 1987, voltou a dedicar-se a este ofício, mas já num outro local.
Francisco Gomes



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