“Reiteramos a surpresa, para não dizer a indignação, de verificar que permanecem na tutela dúvidas cientificamente infundadas acerca validade médica dos tratamentos termais, nomeadamente nas virtudes incontroversas que resultam dos tratamentos termais para os doentes. Consideramos incongruente, estando cientificamente estabelecidos os méritos e benefícios concretos dos tratamentos termais, nomeadamente no que concerne à redução do consumo de medicamentos e na melhoria considerável que se verifica na qualidade de vida dos doentes, que a tutela persista na ideia errónea pela qual a hidrologia, ciência médica contemporânea, tão ancestral como cientificamente estabelecida, não represente uma ciência com valor de evidência. Trata-se de um mecanismo, ademais, que permite a redução da fatura social em matéria de ocupação desnecessária das estruturas hospitalares, ocupação de camas em cuidados continuados e despesa medicamentosa”, sustentam os autarcas.
Os socialistas enaltecem, assim, “este meritório ato público por parte de uma classe médica que desde há décadas contou sempre com o apoio do Estado e que, num contexto sem fundamentação credível, o vê retirado, gradual e, a nosso ver, injustamente”.



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