Na última campanha encerrada (2012/2013) foram produzidas 115 mil toneladas, uma quebra face às 223 mil toneladas produzidas em 2011/2012.
Brasil (39% da produção exportada), Reino Unido (19%), França (17%), Rússia (7%) continuam a ser os quatro principais mercados consumidores da pera rocha do Oeste, mas Marrocos (6%) ultrapassou a Alemanha como quinto maior mercado, enquanto o sexto é disputado pela Polónia e Irlanda, o país do mundo que mais consome esta fruta ‘per capita’, disse Sofia Comporta, secretária-geral da ANP, à agência Lusa.
A entrada em novos mercados é, contudo, “muito difícil”, por restrições impostas ou taxas alfandegárias elevadas que têm como objetivo proteger a produção desses países e impedir as importações.
A pera rocha nacional é produzida (99 por cento) nos concelhos da zona oeste de Lisboa entre Mafra a Leiria, numa área de cultivo de 11 mil hectares, sendo os concelhos de maior produção os do Cadaval e Bombarral.
Entretanto, a imposição de retirar antioxidantes de conservação da pera rocha do Oeste, a partir de agosto, põe em risco o setor, alertou a ANP.
“Em vez de vendermos as peras durante onze meses, teremos de as vender em seis e o setor vai perder rentabilidade, porque contribui para aumentar a ofertar e reduzir os preços, as exportações e os postos de trabalho”, afirmou Sofia Comporta.
Os antioxidantes são aplicados na fruta, com o intuito de aumentar o seu tempo de conservação e, em consequência, de venda nos mercados sem perecer.
Como janeiro de 2015 deve ser a data a partir da qual deixa se ser possível usar o único produto permitido no mercado e a aplicação dos antioxidantes é feita logo após a colheita, a legislação tem efeito prático em agosto, quando as peras começam a ser colhidas das árvores, explicou à agência Lusa Sofia Comporta, secretária-geral da ANP.
A deteção de uma substância desconhecida na casca das peras quando cozidas, que poderia ter riscos para a saúde, obrigou a União Europeia a ser menos permissiva.
O problema preocupa a fileira da pera rocha do Oeste que, a um mês e meio de começar mais uma colheita, já não pode vir a aplicar o antioxidante que, a partir de 2015, deixa de poder ser utilizado, de forma a poder escoar toda a produção, grande parte da qual é conservada em frio para ser vendida de inverno a melhores preços.
A fileira dá trabalho a 4.700 pessoas, empregando diariamente 13 mil pessoas na altura da colheita.




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