A dor nas crianças a partir dos 3 ou 4 anos pode ser avaliada através do que as crianças dizem (autorrelato), pois já conseguem dialogar e expressar-se verbalmente. Antes dessa idade, ou nas crianças com dificuldades de comunicação, a avaliação da dor é feita por observação do seu comportamento (heterorrelato). Em qualquer dos casos, existem escalas de dor apropriadas para diferentes idades e situações que permitem conhecer a intensidade da dor, bem como a sua localização e características.
A prevenção e o tratamento da dor, na maioria das situações, podem ser feitos com recurso a medicamentos (muitos deles pouco dispendiosos), associados a técnicas não farmacológicas que ajudam a controlar o medo e a ansiedade, e a melhorar a condição física.
Para as crianças e adolescentes, não existem ainda em Portugal, ao contrário do que acontece noutros países, unidades de dor crónica multidisciplinares que sejam centros de referência para o tratamento da dor crónica.
Os pais devem partilhar com os profissionais de saúde o seu conhecimento das experiências anteriores traumatizantes e medos do seu filho, assim como os efeitos da dor na vida diária e o comportamento da criança em ambiente familiar.
Os profissionais dispõem de um conjunto de orientações técnicas dirigidas aos profissionais de saúde sobre o controlo da dor em recém-nascidos, nas crianças com doença oncológica e na realização de procedimentos invasivos, publicadas pela Direção-geral da Saúde nos últimos dois anos.
Mais informações em www.aped-dor.com
Duarte Correia – Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor



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