A primeira visita do Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social no 15 de maio foi às obras de ampliação das novas instalações da Santa Casa da Misericórdia que ainda não estão terminadas. A obra, no valor de um 1,4 milhões de euros, está com um atraso superior a seis meses e só deverá estar concluída em setembro de 2014.
Agostinho Branquinho destacou a descentralização de competências do Estado Central, revelando que o seu papel é apoiar as “instituições que estão no terreno e próximo das pessoas”.
O presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, lamentou a comemoração do feriado municipal com o Hospital Termal fechado. No entanto, destacou a visita à nova obra da Santa Casa inserida nas comemorações do dia da cidade, uma vez que foi a Rainha D. Leonor quem criou as misericórdias. “É uma homenagem para a Rainha D. Leonor e é uma grande honra para nós dizer que as nossas instituições sociais têm ajudado a colmatar muitas das dificuldades que hoje são vividas por muitas pessoas”.
O autarca apontou que a rede social nas Caldas “funciona e é eficaz e faz bem aquilo que o Estado não consegue resolver com a colaboração do voluntariado”.
Destacou que a obra que “vai ter um grande impacto no ponto de vista das alternativas sociais e o trabalho social e vai rentabilizar a gestão da Santa Casa da Misericórdia das Caldas”.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia, Lalanda Ribeiro, iniciou a sessão com uma visita guiada às diversas instalações do novo edifício.
Foi com orgulho que mostrou as novas instalações, revelando que “os utentes vão passar ter melhores condições”.
Lamentou o atraso das obras mas garante que o empreiteiro está a cumprir e que daqui a quatro meses espera inaugurar as novas instalações.
A ampliação vai permitir a criação de quartos duplos com casa de banho privativa para 20 idosos e ainda dois quartos de isolamento.
Estão também a ser criados quartos para o capelão e para os passantes. O novo espaço terá ainda ginásio com salas para os monitores e guarda de material.
A sala nova de estar dos utentes vai ligar ao recinto já existente, o que vai permitir duplicar o espaço que tem bastante luz natural.
O piso superior será para o internato feminino que neste momento tem 15 jovens (que está no edifício central da Misericórdia) com salas para estudo e refeições. O Centro de Acolhimento Temporário (num apartamento na Praça 5 de Outubro) também vai mudar para estas instalações. Tem atualmente 15 crianças até aos 14 anos, do sexo masculino e feminino, que passarão a ter melhores condições. O terraço, com pavimento de pneus reciclados pela Pneugreen, será transformado num espaço para as crianças do Centro de Acolhimento Temporário brincarem.
O piso menos um é composto por câmaras frigoríficas, lavandaria, garagens, câmaras frigorificas, economato e vestiários.
Como foi incluída no programa de regeneração urbana, a ampliação da Misericórdia tem um financiamento comunitário de 1,1 milhões de euros.
A primeira pedra da ampliação da Misericórdia foi lançada a 22 de junho de 2013.
Marlene Sousa






0 Comentários