José Carlos Abegão, do PS, disse que “não tem fundamento”, considerando que “os miúdos dos jardins de infância são muito novos para serem deslocados do seu habitat”. “São trocos que se poupa, que não sei se vão poupar, e faz com que as aldeias fiquem mais tristes e as crianças fiquem menos ligadas à sua terra de origem”.
António Cipriano, do PSD, manifestou que “fechar uma escola numa aldeia é sempre uma notícia triste, porque no fundo estamos a contribuir um bocadinho para o fim da própria aldeia, mas turmas com alunos do 1º ao 4º ano não é pedagogicamente bom, por isso sinto reservas [em não encerrar]”.
Emanuel Pontes, do MVC, apontou que “hoje em dia a educação é tratada com números. Tínhamos mil e tal agrupamentos e neste momento temos 200. Mas não podemos ter um professor para cinco meninos, senão é quase uma explicação particular”. Contudo, interrogou: “As escolas vão fechar e será que já foi pensado o plano de transportes? O Ministério já falou com o Município?”.
Rui Gonçalves, do CDS-PP, referiu que “não é líquido que estas escolas vão fechar e já tem havido casos em que o ministério é sensível a soluções que as Câmaras apresentam”. “Não vamos dramatizar”, exclamou. “Ter uma escola aberta com dez crianças fica mais barato agarrar numa carrinha e levá-las a uma escola com mais alunos que fica a cinco quilómetros”, sustentou.
Alexandre Cunha, do BE, disse que “não conheço os casos em específico, não sabendo quantos alunos têm essas escolas que podem fechar”. Admitindo ter dúvidas se resulta haver turmas com alunos de várias classes, não deixou de afirmar que “se retirar escolas a essas aldeias estamos a promover a desertificação e as coisas não podem ter só razões económicas e não será normal as populações querem fixar-se nessas povoações, porque não são só as crianças que sofrem, mas os pais também, que não conseguem organizar a sua vida”.
Francisco Gomes








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