A iniciativa foi apresentada na passada segunda-feira, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara Municipal, Tinta Ferreira, e pelo economista José Luís Silva, colaborador do Cencal, que irá coordenar o projeto.
O presidente da Autarquia lembrou que o Hospital Termal está num momento de decisões relevantes e importantes, em que o Município vai discutir se aceita ou não a proposta que a administração central fez de cedência do património e das águas termais em determinadas condições. No pressuposto da Autarquia ficar com esta responsabilidade, o autarca sublinha que é importante “perceber qual poderá ser o futuro desta unidade de extrema importância para as Caldas”, garantindo que o projeto “não influenciará” na decisão da autarquia aceitar ou não o património termal.
O estudo tem como objetivo a antecipação de caminhos e visões para o termalismo caldense num horizonte de cerca de vinte anos. “A necessidade de dotar o Hospital Termal de um instrumento de orientação estratégica impõe-se, hoje mais do que nunca, nomeadamente numa altura que a Autarquia toma decisões importantes em relação ao futuro do termalismo”, disse José Luís Silva, que pretende “antecipar quatro ou cinco cenários sobre o que poderão ser as termas daqui a 20 anos”.
A metodologia definida para o trabalho inclui um estudo retrospetivo dos últimos 30 anos das termas caldenses, e um diagnóstico da situação atual e do potencial do centro termal, que será feito através da realização de três workshops públicos dirigidos a todos os atores que pretendam contribuir para o estudo.
A primeira sessão terá lugar a 6 de maio, no Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha, onde será discutido “o centro termal caldense na perspetiva da oferta”.
Seguir-se-ão mais duas sessões de trabalho, ainda em data a agendar, com os temas: o centro termal caldense na perspetiva da procura e o termalismo das Caldas no contexto envolvente das dimensões culturais, turísticas, recreativas e desportivas.
Para estes ateliers a Câmara está a convidar especialistas em termalismo e noutras atividades ligadas à saúde e bem-estar, bem como responsáveis por escolas, associações, empresas de hotelaria e restauração empresarias, operadores turísticos, entre outros. Mas podem participar todas as pessoas interessadas em contribuir para o estudo.
Os resultados das três sessões serão, depois, tratados e analisados pela equipa do estudo para identificar “quais os atores em jogo, os desafios estratégicos no horizonte de 2035 e os objetivos associados”. Depois será feita a análise morfológica que permitirá fazer a combinação das hipóteses que constituem as imagens possíveis de futuro. A partir daí podem ser construídos os cenários dos futuros possíveis para o termalismo nas Caldas da Rainha.
O estudo deverá estar concluído num prazo de cerca de cinco meses.
Tinta Ferreira revelou que o protocolo estabelecido com o Cencal não contempla qualquer pagamento pelo estudo, sendo a contrapartida da câmara a realização de arranjos exteriores e obras de manutenção no edifício do centro de formação.
Marlene Sousa




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