A participação surgiu após um convite da Federação Portuguesa de Futebol ao Caldas SC. O encontro tratou-se de um Grupo de Estudos sobre o programa “Grassroots” da UEFA.
“Basicamente tratou-se de uma partilha de experiências e conhecimentos acerca das diferentes formas como lidamos com o futebol jovem e não-profissional. Expuseram-se pontos de vista diferentes, bem como as soluções encontradas por cada um para resolver os problemas na sua realidade. A comitiva anfitriã foi ainda um pouco mais longe e partilhou algumas metodologias de treino ou programas que estão a realizar na promoção do futebol em Israel”, indicou Alexandre Pinto.
Sobre a situação encontrada em Israel, Alexandre Pinto apontou que a prática do futebol naquele país como “um fator que pode ajudar muito” à harmonia entre os povos.
“Israel é um país em conflito, interno e externo. O governo Israelita está a utilizar o futebol como veículo para a promoção da paz e tolerância entre os diferentes grupos da população. Existem árabes, judeus, judeus ortodoxos, beduínos, e ainda outras minorias. Atualmente a Federação Israelita de Futebol promove o futebol nas escolas assim como os torneios entre escolas, onde participam todos, independentemente da sua raça, etnia ou religião. Ainda existe um longo caminho a percorrer mas, o futebol é talvez o local onde a maior parte dessas barreiras são colocadas de parte e crianças árabes e judias jogam entre si, cumprimentam-se e são inclusive colegas de equipa”, fez notar.
Estavam presentes quatro comitivas diferentes: a comitiva anfitriã, de Israel, uma comitiva de Espanha, uma comitiva da República da Irlanda e a comitiva portuguesa, composta por treinadores/coordenadores dos seguintes clubes: CD Feirense, Leixões SC, SC Beira Mar, AD Barroselas, UD Oliveirense, Académico Viseu FC e Caldas SC.
“A experiência foi muito enriquecedora. Foi com alguma admiração que constatei que alguns dos obstáculos com que nos deparamos no Caldas são transversais ao mundo do futebol, independentemente do país ou clube. Problemas como a relação entre a importância da transmissão de valores sociais versus resultados desportivos, ou a influência positiva/negativa que os pais podem ter na evolução dos atletas, ou ainda a filosofia de quem manda no futebol jovem. Estes são problemas que de uma forma geral se aplicavam a todas as realidades presentes no encontro. A partilha destes problemas mas, principalmente de soluções, da forma como cada um lida com elas, foi talvez um dos pontos mais fortes da participação neste evento. Depois existem outros aspetos como a abordagem de diferentes metodologias de treino, o processo de scouting e o processo de ensino-aprendizagem no contexto do futebol”, declarou.



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