A Escola de Sargentos do Exército (ESE) existe desde 1981 nas Caldas da Rainha. Apesar de ser considerada a “casa-mãe dos sargentos do Exército”, a verdade é que nem toda a formação para atingir este posto intermédio entre os oficiais e os praças era ali ministrada.
O papel da ESE é agora reforçado. “Nós não incorporávamos civis e o Exército tomou a decisão de que todos os sargentos, sejam do quadro permanente ou do regime de voluntariado e contrato fossem formados na ESE, o que dá maior protagonismo à escola”, manifestou Barros Duarte, comandante da ESE.
Aos cursos para o quadro permanente só têm acesso os que já são militares. No regime de contrato e voluntariado é que entram os civis. A diferença está no tempo de formação – os primeiros estão dois anos e acabam como segundos-sargentos, tendo a carreira assegurada para o resto da vida, enquanto que os civis formam-se em quatro meses e ficam como furriéis, podendo ser contratados até durante seis anos.
Mas mesmo não sendo para sempre, para os civis é uma função apetecível, uma vez que, de acordo com o Exército, vão ter a oportunidade de auferir um vencimento acima da média, de mais de 1100 euros ilíquidos.
“Julgo que sempre foi apetecível, provavelmente hoje mais do que nunca, pela crise financeira e desemprego que temos”, comentou Barros Duarte.
O próximo período de recrutamento civil terá início em outubro deste ano e estão previstas 80 vagas.
Para quem já é militar o Exército aprovou 50 vagas para a próxima incorporação, mas falta ainda despacho favorável da tutela. Um número ainda assim escasso pois no último curso houve doze vezes mais concorrentes do que os lugares existentes.




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