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Sabores genuínos das Beiras na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

Marlene Sousa

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Os sabores genuínos das Beiras estiveram em destaque na iniciativa “Menus Especiais” do passado dia 21, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. Empadas de carne Castelo Branco, sopa da Beira, raia com molho pitau, chanfana de Javali, pudim de leite, arroz doce e brisas do lis foram as estrelas da refeição.
Na chanfana utilizaram a batata vitellote, de origem francesa, e de cor roxa

Continuam na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) os menus especiais temáticos (gastronomia internacional, gastronomia portuguesa, gastronomia temática, queijos, cogumelos, entre outros) às sextas-feiras. Trata-se da continuação do trabalho desenvolvido no âmbito da Cozinha de Autor, com os alunos finalistas (3º ano) dos cursos técnico de cozinha/pastelaria e de serviço de restauração e bebidas.

Numa região com tradições de agricultura, pastorícia e alguma pesca fluvial, a ementa tradicional não deixa de ser rica em sabores, como o provam o bucho recheado, os maranhos à moda da Sertã, a chanfana e os vários modos de confecionar peixe do rio.

Para esta ementa, o chef Rui Tarenta, que coordenou os alunos de cozinha, optou por produtos da região das Beiras. “Pegámos nas receitas tradicionais, com base do livro de Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lurdes Modesto, e a partir daqui os alunos criaram aquelas receitas”, explicou o formador.

A tradição da chanfana é com cabra, mas Rui Tarenta optou pelo javali para os alunos trabalharem a caça. “O javali foi o prato que demorou mais tempo a preparar, pois precisa de marinar duas ou três vezes para tirar o sabor da caça e depois a confeção também demora”, referiu o chef.

Quanto à raia, o chef disse que é um prato típico da “Figueira da Foz e o molho pitau é feito com o próprio fígado da própria raia”.

Na chanfana os alunos utilizaram a batata vitellote, de origem francesa, e de cor roxa, com o objetivo de dar cor e mais criatividade ao prato. O sabor é parecido com o da batata normal, apenas com um pouco mais de acidez.

Quanto à sobremesa, pegaram nas brisas do Liz e serviram em gelado, com arroz doce.

Nesta edição dos menus especiais temáticos, Bernardo Almeida foi o chefe de sala, Carolina Rodrigues foi escanção e João Franco foi o chefe de bar.

O formador Jorge Guilherme, que acompanhou estes alunos na área do restaurante e bar, optou por servir com a ementa das Beiras um espumante da Bairrada, que é um dos ex-libris daquela região. No início da refeição foi servido um cocktail que é originário de Coimbra, criado por um colega formador da escola de hotelaria daquela zona na área de restauração e bebidas, Eduardo Vicente, e que é feito também à base de uma bebida daquela região, o Licor Beirão.

Durante o almoço foi degustado o vinho do Dão da Bairrada e o digestivo foi o Licor Beirão.

Os menus especiais da escola de hotelaria tiveram início a 15 de novembro com um menu temático internacional com base no Salmão da Noruega, com a presença de um chef de cozinha norueguês.

Daniel Pinto, diretor da EHTO, divulgou que estão num período de cozinha tradicional portuguesa de diversas regiões de Portugal.

Na próxima semana haverá o menu especial da região Oeste. “Vamos procurar desenvolver um menu temático que possa representar esta região do Oeste, do ponto de vista da tradição, mas também da modernidade, com a inclusão de novos produtos que estão a ser desenvolvidos nesta zona”, apontou, o responsável.

Depois das ementas especiais portuguesas, voltam aos temas da gastronomia internacional.

Segundo, o diretor da EHTO, a escola aproxima-se de um momento de grande intensidade de participação em eventos. Vai estar nas Tasquinhas de Rio Maior com sessões de showcooking. No Festival do Chocolate de Óbidos, de 14 de março a 6 de abril os alunos da EHTO vão participar em quatro concursos.

No Algarve, a EHTO vai estar representada num festival que junta a gastronomia e o cinema, e também participar no Concurso Inter-Escolas 2014. Vai ter alunos a participar no concurso do café.

Os menus da EHTO são abertos à comunidade, que apenas precisa de fazer reserva prévia, porque podem esgotar.

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