“O projeto prevê apenas e de forma redutora, a reconstrução do piso do “tabuleiro” onde se localiza a “praça da fruta” e do mesmo modo, altera o piso do arruamento de circulação automóvel, mantendo-se este à superfície e em torno da praça, tal como atualmente. São ainda reduzidos de forma drástica os lugares de estacionamento, dificultando o acesso de clientes, não apenas aos caldenses mas também aos que nos visitam, colocando desta forma em causa o futuro da própria “praça da fruta”. Por outro lado, não são previstas no referido projeto a ser construído, infraestruturas de apoio aos vendedores da praça, nomeadamente locais de arrumação de produtos e materiais, como forma de facilitar e apoiar a sua atividade”, aponta o CDS-PP.
O partido refere que a Praça da República “é um espaço urbano vital e só faz sentido uma intervenção que responda às necessidades não só de articulação urbanística, mas aquelas que se tornam decisivas no futuro desenvolvimento socioeconómico da cidade e do concelho, o que de forma nenhuma sucede com o presente projeto”.
Por estas razões, o CDS-PP propôs a suspensão e consequente adiamento da intervenção, para ser refeito o projeto para a Praça da República, de forma aberta à intervenção da população, tomando em consideração aquelas que vierem a ser as recomendações dessa auscultação pública e venha a ser inscrito um novo projeto no próximo quadro comunitário, a fim de obter o necessário apoio financeiro.
“Desta forma, sem qualquer prejuízo para o município, é possível corrigir um erro de consequências desastrosas e irreversíveis para o desenvolvimento da cidade e do concelho. Esta suspensão e alteração, em nada prejudica as restantes obras em curso no âmbito da Regeneração Urbana e a ser levado por diante o projeto previsto, embora uma opção legítima, será uma opção política da maioria do PSD na Câmara Municipal, ficando desde já essa maioria com o ónus das consequências que vierem a resultar para a cidade e o concelho”, sublinha o CDS-PP.
O CDS-PP defende “uma Praça da República totalmente pedonal, com a introdução de espaços destinados a esplanadas e em que a praça seja de facto um espaço de lazer, convívio e onde sejam possíveis intervenções de diversas vertentes culturais”. Entende que “um projeto de intervenção deve retirar a circulação automóvel da superfície, fazendo-se por túnel”. Por outro lado, considera “vital a construção de estacionamento no subterrâneo, servindo a própria “praça da fruta”, o comércio tradicional, o futuro repovoamento do centro da cidade, o termalismo e o turismo em geral”.
A proposta do CDS-PP foi apresentada pelo vereador Manuel Isaac, em reunião de Câmara de 23 de dezembro, recebendo os votos contra dos vereadores do PSD e do PS, pelo que conclui que “ambos os partidos são contra a proposta de construção de um parque de estacionamento e túnel para passagem do trânsito”.



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