“Está a ser entregue a cada doente quando faz a inscrição para a urgência um documento que é preenchido parcialmente pelos funcionários do hospital com informação sobre o centro de saúde de origem do utente e qual a razão pela qual veio à urgência, se é porque não tem médico de família, ou se é porque o tempo de espera no Centro de Saúde é longo ou se é por outro motivo”, explicou o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHO, Carlos Sá.
Essa informação vai ser diariamente introduzida num sistema informático e semanalmente analisada em conjunto com o ACES.
“O ACES vai tentar perceber se há necessidade de aumentar horários ou número de médicos nos centros de saúde ou áreas que gerarem maior procura, para tomar as medidas necessárias e desse modo mantermos nos cuidados de saúde primários os doentes que não são verdadeiras urgências”, adiantou Carlos Sá.
A parceria entre as duas instituições é implementada numa altura em que o pico alto de doentes causa horas de espera no serviço de urgência do Hospital das Caldas. Carlos Sá sublinha que “não é um problema deste ano, acontece em todos os centros hospitalares do país nesta altura do ano, porque há naturalmente uma afluência de doentes à urgência”. No entanto, o presidente do CA revelou que, “o tempo médio de espera nas urgências para doentes com senha amarela na triagem, que representa cerca de 50% dos doentes, aumentou de dez a quinze minutos” em relação ao ano passado, apesar do tempo máximo de espera “ter diminuído de nove horas para cinco horas e meia”. “Os utentes com senha laranja e vermelho são atendidos num espaço muito curto, os amarelos e os com pulseira verde e azul são naturalmente “em altura de pico os que esperam mais”, adiantou, Carlos Sá.
Para além da diminuição do tempo de espera, o CHO pretende este ano “aumentar as condições de internamento” dos doentes atendidos no serviço de urgência, muitos dos quais ficam em macas durante horas ou mesmo dias nos corredores. “Temos que ter um plano de contingência, que passa por transferir alguns dos doentes da urgência (que têm que ficar internados mais de 24 horas), para o serviço de internamento e temos que criar um espaço de segurança para onde poderemos também deslocar doentes acamados para os retirar de dentro da urgência”, explicou Carlos Sá.
O presidente da CA revelou ainda que está em fase de acabamento a transformação de um corredor próximo das urgências num espaço de internamento transitório com capacidade para oito macas.
Obras necessárias no serviço de urgência do CHO
Carlos Sá considera como prioridade obras no Serviço de Urgência da unidade das Caldas porque o principal problema continua a ser o fluxo de circulação dos doentes, que resulta de uma incorreta distribuição das áreas dentro do serviço. “Já solicitámos verba para esse efeito, estamos a aguardar que haja uma solução”, disse este responsável.
Apesar de Carlos Sá continuar a achar prioritárias obras no Serviço de Urgência, ficou satisfeito com a autorização dos Ministérios da Saúde e Finanças para a remodelação do Serviço de Internamento Cirúrgico, Cirurgia de Ambulatório e respetiva Área de Transferência na Unidade de Caldas da Rainha. Depois de ter apresentado o projeto à tutela, o CHO conseguiu o aval para assumir os encargos necessários e já submeteu o processo a aprovação do Tribunal de Contas, após a qual poderá ser dado início às obras.
Esta remodelação, que representa um investimento na ordem de 1 milhão e 400 mil euros, pretende dotar os serviços de Cirurgia, Cirurgia de Ambulatório e respetiva Área de Transferência de melhores condições de acolhimento, conforto e atendimento aos Utentes. Também os profissionais de saúde que diariamente exercem as suas funções nestes serviços verão melhoradas as suas condições de trabalho, com melhores instalações e equipamentos que permitirão aumentar a capacidade de resposta à atividade dos serviços.
Em 2013, na unidade de Caldas da Rainha, foram realizadas 3.141 cirurgias, 1.071 das quais em regime de ambulatório.




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