A Crise

Uma Questão de Consciência Maior

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Nos tempos que correm torna-se difícil falarmos ou simplesmente encararmos que em primeira e última instância está nas nossas “mãos” a capacidade para alterarmos a nossa realidade, as nossas vidas de tão impregnados /as no medo que muitas vezes nos é imposto pelos sistemas político, social, económico e religiosos.

Este medo é paralisante limitando a liberdade do ser, através de um comportamento que para responder às exigências impostas, acaba por sacrificar a própria personalidade.

A crise que tanto se fala não é mais do que um comando de limitação sobre o poder da cocriação.

Não nos apercebemos, todavia, acabamos por colocar mais dinheiro em circulação, para que os “grandes grupos” possam ter mais poder económico continuando a explorar os recursos humanos e planetários.

A crise retira-nos o nosso poder interior levando-nos a ficar cada vez mais dependentes chegando a estados graves de doença que como bem sabemos leva-nos a estados de maior fragilidade e logo maior dependência tirando-nos a visibilidade e a opção de escolha.

É urgente esta tomada de consciência pois só assim podemos passar de repetidores do que nos ensinaram e do que nos é imposto para criadores da nossa própria realidade.

Tenhamos a capacidade de nos escolhermos e de nos colocar em primeiro lugar na vida enchendo-nos de amor onde a felicidade, o sucesso e o bem-estar são agradáveis realidades, bastando para isso ganharmos o hábito precioso de darmos um pouco de atenção ao ser interior.

Na verdade quando há esta tomada de consciência começamos a perceber que energeticamente também este momento por que estamos a passar tem uma razão de ser. Mais que nunca estamos a ser chamados para olharmos por nós, para pacificarmos com o nosso interior. houve um tempo em que a essência era sentida e vivida de uma forma inigualável mas com toda a evolução /globalização tem o ser humano a vir a desligar-se da vida, da sua essência voltando-se cada vez mais para o exterior tentando responder às exigências exigidas pela dinâmica da realidade exterior que se lhe apresentava.

Por todos os acontecimentos que se têm apresentado nos últimos tempos, também podemos ver de uma forma clara que essa mesma realidade não passa de uma ilusão que foi criada mas que aos poucos vai cedendo com uma maior consciência.

Estamos todos a ser chamados para e pela vida de forma a voltarmos à nossa essência com vista a estarmos bem e a termos todas as condições para vivermos uma via digna. Dignidade, que reside em primeiro lugar na consciência de que somos seres espirituais criados à imagem e semelhança da divindade e por isso temos direito a toda a abundância, prosperidade, amor, sabedoria e compaixão. O estarmos bem depende sempre da forma como nos olhamos e reconhecemos.

Vive-se momentos de grande instabilidade e esta só pode ser ultrapassada com a coragem de olharmos para nós com a certeza que fazemos parte de um todo e que somos extensões da divindade aqui na terra.

Cabe-nos a aceitação da nossa grandiosidade e da responsabilidade pessoal que temos perante o nosso ser desmistificação e aceitando o próprio poder interior que a todos assiste.

A lei da causa e efeito faz-se sentir automaticamente e todos os nossos atos (ações, palavras, pensamentos) criam um efeito ou consequência devolvendo a responsabilidade que temos. Cumpre-nos trabalhar firmemente no que escolhemos para a nossa vida.

De nada nos vale revoltar com o que se passa à nossa volta se em primeira instância não conseguimos alterar em nós o que está em défice e em desequilíbrio. As revoluções efetuam-se de dentro para fora.

Agora é a hora de nos focarmos no que realmente queremos e dar força ao que criamos. Se continuamos a focar no que não está em harmonia, automaticamente daremos mais força a essa desarmonia ganhando a mesma proporções monstruosas.

Com esta consciência foquemo-nos em nós com a ousadia de ver o que precisa de ser tratado e curado. Este é o maior investimento que podemos fazer. Investimos em nós na certeza porém que veremos resultados ascendentes do mesmo.

Tudo tem solução nas nossas vidas desde que estejamos disponíveis para ver, essencialmente para ver para além do que nos é imposto.

É uma escolha. continuar onde estamos ou ousar ter a coragem de alterarmos os padrões existentes apostando no amor, sabedoria, compaixão, alegria, saúde e bem-estar.

Não nos esqueçamos que para a vida somos pessoas muito importantes.

Sandra Justino

Técnica de Ação Social | Escritora | Especialista em Desenvolvimento e Transformação Pessoal

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