“É incompreensível e inaceitável que sejam despedidos, quando o CHO deve três mil dias de folgas ao conjunto dos enfermeiros da instituição, o que demonstra por si só que todos são necessários”, adianta.
Rui Marroni, dirigente do SEP, afirma que “não é admissível nem compreensível colocar desta forma em risco a prestação, a qualidade e a segurança dos cuidados de enfermagem nesta instituição, agravando a carência de enfermeiros com a saída destes profissionais”.
Para o dirigente, “é também inaceitável que estes despedimentos ocorram antes do Conselho de Administração ter a noção do número de enfermeiros com que a instituição ficará, após finalização dos concursos do CHO e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que estão a decorrer”.
O presidente do conselho de administração do CHO, Carlos Sá, confirmou à Lusa a dispensa destes trinta profissionais.
“Como desde outubro o horário semanal de trabalho aumentou de 35 para 40 horas, reavaliámos as necessidades e concluímos que seriam desnecessários 60, mas só vamos reduzir 30”, declarou.
“As folgas começaram a ser acumuladas desde 2005 e a situação já devia ter sido resolvida. Apesar do novo horário semanal ter entrado em vigor em outubro, só vamos reduzir em janeiro os enfermeiros precisamente para reduzir essa bolsa de folgas”, justificou Carlos Sá, estimando que deverão ser recuperados 2000 dias até ao final do ano e 2500 até março.
O administrador do CHO confirmou ainda que, até março, vão sair mais dez enfermeiros, mas que vão reformar-se e não vão ser substituídos, por não serem necessários.




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