O mesmo documento refere que as mortes são apenas “a ponta do iceberg” e que diariamente dão entrada nos diversos hospitais e serviços de saúde centenas de crianças, com necessidade de internamento na sequência de lesões e traumatismos não intencionais (acidentes) com uma elevada taxa de morbilidade, que em muitos casos deixam sequelas para toda a vida.
A APSI refere que em Portugal como no resto da Europa, as quedas são o mecanismo de acidente mais frequente em crianças e jovens. O Traumatismo Crânio Encefálico aparece como primeira causa de situação traumatológica em Pediatria. A mesma instituição salienta que a níveis económicos, e dando o exemplo do ano de 2003, em Portugal perderam-se mais de 20.000 anos de vida potencial (dos quais 18.000 devido a acidentes não intencionais) resultantes das mortes de crianças por lesões ou traumatismo, anos que as crianças e os adolescentes não puderam crescer, aprender e, finalmente contribuir para a sociedade.
A nível familiar, as consequências ou impacto de uma criança/adolescente vítima de lesões ou traumatismos são várias. Podem colocar em risco a harmonia da unidade familiar, que pode ocorrer em qualquer uma destas áreas: financeira, social, somática, comportamental e vida mental.
Por esses motivos, o doente politraumatizado em idade pediátrica, merece destaque no tratamento pelos profissionais de saúde, pois, o Trauma Pediátrico surge-nos como a nova Epidemia do Séc. XXI, um novo e desafiante problema de Saúde Pública.
Nuno Pedro
Ana Cláudia Tavares
Enfermeiros na área pediátrica
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