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Trauma Pediátrico – Epidemia do Séc. XXI…algumas considerações

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O trauma é a primeira causa de morte na idade pediátrica a partir de um ano de vida. Embora já tenha sido uma doença significativa do século XX, será no século XXI que se irá transformar numa tragédia mais intensa, pois as doenças do foro infecioso deixarão de ser o foco principal de atenção. A Academia Americana de Pediatria, menciona que o trauma causa mais mortes nas crianças e adolescentes que todas as outras causas combinadas, após o primeiro ano de vida. Em Portugal o Relatório de Avaliação sobre a Segurança Infantil publicado em 2009, realça também essa perspetiva, de que as lesões e os traumatismos são a primeira causa de morte das crianças entre os 0 e os 19 anos.

O mesmo documento refere que as mortes são apenas “a ponta do iceberg” e que diariamente dão entrada nos diversos hospitais e serviços de saúde centenas de crianças, com necessidade de internamento na sequência de lesões e traumatismos não intencionais (acidentes) com uma elevada taxa de morbilidade, que em muitos casos deixam sequelas para toda a vida.

A APSI refere que em Portugal como no resto da Europa, as quedas são o mecanismo de acidente mais frequente em crianças e jovens. O Traumatismo Crânio Encefálico aparece como primeira causa de situação traumatológica em Pediatria. A mesma instituição salienta que a níveis económicos, e dando o exemplo do ano de 2003, em Portugal perderam-se mais de 20.000 anos de vida potencial (dos quais 18.000 devido a acidentes não intencionais) resultantes das mortes de crianças por lesões ou traumatismo, anos que as crianças e os adolescentes não puderam crescer, aprender e, finalmente contribuir para a sociedade.

A nível familiar, as consequências ou impacto de uma criança/adolescente vítima de lesões ou traumatismos são várias. Podem colocar em risco a harmonia da unidade familiar, que pode ocorrer em qualquer uma destas áreas: financeira, social, somática, comportamental e vida mental.

Por esses motivos, o doente politraumatizado em idade pediátrica, merece destaque no tratamento pelos profissionais de saúde, pois, o Trauma Pediátrico surge-nos como a nova Epidemia do Séc. XXI, um novo e desafiante problema de Saúde Pública.

Nuno Pedro

Ana Cláudia Tavares

Enfermeiros na área pediátrica

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