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Política no Feminino

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inda a campanha para as eleições autárquicas de 29 de setembro está a iniciar-se e muitos eleitores já se deram conta de como a mentalidade feminina é bem diferente da dos candidatos masculinos. Se, para a generalidade destes, o debate político é uma luta de galos, onde julgam ganhar os que mais se encrespam e fazem barulho, para mim é uma troca de ideias que, embora pouco aprofundadas (por escassez de tempo), visam esclarecer o público sobre a diferença de pontos de vista dos candidatos.

Como mulher – e porque nunca frequentei grupos partidários que formatam e condicionam o pensamento político, com base em modelos estereotipados e masculinos – sinto que tenho mais sentido prático e de ação, não me revendo em discursos agressivos, com piadolas, insinuações e propaganda barata à mistura. Na minha vida, fiz muitas intervenções em debates, conferências, fóruns e seminários, discutindo de forma aprofundada assuntos importantes que interessam à comunidade. As perspetivas, normalmente, eram diversas e, por vezes, até, conflituantes, mas havia sempre a intenção construtiva de procurar fundamentar, compreender e integrar a diferença. Não é o que se passa, em regra, com os debates políticos, assente em pertenças “clubísticas” e tendo como principal objetivo a diminuição (ou mesmo aniquilamento) do adversário.

Não me revejo, nem quero rever-me, neste modelo gasto e improdutivo de ação politica que, em vez de beneficiar a comunidade, serve apenas os interesses particulares de quem o pratica. Este é o tempo da mudança e, também no modo de fazer política, essa mudança se impõe. Sou mulher, cidadã de corpo inteiro e política independente, e essa é a minha força. Como mulher, tenho a força de possuir outra visão da governação autárquica, outra maneira de gerir e administrar, outra firmeza, serenidade e assertividade. Como cidadã, tenho a força da convicção na defesa do bem comum, da obrigação de cumprir com a responsabilidade que a sociedade me vier a confiar. Como independente, tenho a força da liberdade de ação, sem ter de responder a interesses partidários ou clientelares.

Mas a minha missão afirma-se, sobretudo, como candidata por vontade dos caldenses, de todos aqueles a quem a política desiludiu, enganou e empobreceu. A minha missão é a de devolver esperança a quem tem vindo a perdê-la, porque está farta/o da velha maneira de fazer política e de assistir, impotente, à degradação moral, económica e social do nosso país, da nossa cidade e do nosso concelho. Quero trazer desenvolvimento e progresso às Caldas da Rainha, quero trazer centralidade e prestígio à nossa terra, quero, enfim, trazer esperança, justiça e equidade à nossa comunidade. Para que Caldas seja, de novo, Rainha!

Maria Teresa Serrenho

Candidata do MVC – Viver o Concelho a presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha

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