Bernardo Rodrigues garante que não acabará com os grandes eventos em Óbidos

Francisco Gomes

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“De que vale apregoar um concelho que seria um oásis na região e no país, quando apesar do marketing, há cada vez menos pessoas a viver na vila de Óbidos, cujo património mostra um enorme descuido e degradação. Apesar dos investimentos avultados, o desempenho escolar dos nossos alunos continua a situar-se na cauda de toda a região Oeste. Apesar de se dizer que é bom viver em Óbidos, é aqui que se regista a pior taxa de natalidade de toda a região Oeste e uma das mais baixas do país. Apesar dos apregoados esforços, há hoje menos assistência médica”. Foi assim que Bernardo Rodrigues criticou a gestão autárquica do PSD em Óbidos.
José Machado, Carlos Zorrinho, Bernardo Rodrigues, João Paulo Pedrosa e Fernando Sousa

O cabeça de lista do PS em Óbidos apresentou a sua equipa no passado dia 31, na coletividade do Pinhal. O candidato, perante mais de 400 pessoas, disse que “nestes doze anos [de gestão de Telmo Faria] nada se fez para contrariar a contínua desertificação do centro histórico. Imóveis que poderiam ser afetados a habitação familiar foram sendo destinados a serviços. Imóveis que pertencem à Câmara que estão devolutos e com pequenas obras de conservação seriam uma solução de habitação”.

Para Bernardo Rodrigues, “à medida que o tempo passa, percebe-se claramente que poder PSD viveu de discursos e propaganda”.

O candidato admitiu que o PSD “apresentou serviço, sobretudo no primeiro mandato, em que a sua imagem foi bastante beneficiada, pelo contraste entre a sua dinâmica e a da anterior, que não era a desejada, devido acima de tudo à saúde do presidente [o socialista Pereira Júnior]”.

“Ora, se o concelho estava pouco dinâmico, quem viesse e algo produzisse teria tido sempre uma grande notoriedade. Não lhes retiro o mérito, mas este é um facto indesmentível”, frisou.

Bernardo Rodrigues insistiu nas críticas: “Apesar das avultadas receitas extraordinárias dos empreendimentos turísticos, foi preciso pedir um resgate financeiro, um empréstimo que todos pagaremos até 2026”.

E prosseguiu: “A água que pagamos é das mais caras da região e o IMI dos mais caros do país. O PDM continua por rever há doze anos, limitando claramente o desenvolvimento do concelho”.

“Manter o que está bem, mudar o que está mal”, é o objetivo de Bernardo Rodrigues, que garante que “pretendemos dar continuidade aos aspetos positivos que foram desenvolvidos”.

“Alguém criou o boato de que se for eleito, acabarei de imediato com os grandes eventos. Nada mais falso. Se a Feira Medieval é um sucesso e todos gostamos, então deve continuar a fazer-se”, manifestou.

Entre as medidas que defende contam-se a criação de um orçamento participativo, em que parte do orçamento municipal será gerida de acordo com as propostas dos munícipes, fechar o ciclo do saneamento básico do concelho, promover a reabilitação do património histórico e a requalificação urbana, dar prioridade à criação de emprego e ao empreendedorismo, através de melhor apoio às empresas e estabelecimento de cooperações estratégicas com outros município, procurando captar investimento dirigido em particular ao turismo.

José Machado, candidato à Assembleia Municipal, apontou que integram a sua lista atuais deputados municipais do grupo do PS, a que se juntam novos candidatos, militantes do PS e pessoas sem filiação partidária. Também integra a lista um conjunto de personalidades vindas de vários quadrantes políticos.

“Contamos designadamente com um anterior líder da bancada do PSD, um anterior candidato a presidente de Câmara por outro partido e outras pessoas que estão desiludidas pelas falhadas promessas do PSD nacional e do PSD de Óbidos”, comentou.

“A minha outra preocupação, sendo eleito, é liderar uma Assembleia Municipal verdadeiramente representativa do concelho, que seja a voz sempre presente de todos os cidadãos. Não serei um presidente da Assembleia Municipal part-time, que é mais ausente que presente. Estarei sempre presente, na minha missão de liderar o órgão fiscalizador da Câmara Municipal.

Quero assim tornar a Assembleia Municipal mais próxima dos cidadãos. Comigo como Presidente da Assembleia Municipal haverá consideração pelo público presente e por todos os deputados, cumprindo-se os horários, os prazos para entrega da documentação, os tempos, haverá o respeito entre adversários políticos, elevação no debate. Para o Presidente da Assembleia Municipal não haverá deputados da maioria e deputados da minoria, haverá sempre deputados eleitos pelo povo, todos com a mesma legitimidade”, descreveu.

Segundo anunciou, num espaço próprio no portal do município estarão previamente disponíveis, não só o que se vai discutir na Assembleia Municipal, bem como a documentação de apoio, como as atas e o resumo do que foi discutido anteriormente.

Marcaram presença nesta apresentação o líder parlamentar do PS, o obidense Carlos Zorrinho, o deputado e presidente da Federação Distrital de Leiria do PS, João Paulo Pedrosa, a deputada Odete João e Fernando Sousa, mandatário político.

Acompanham Bernardo Rodrigues na corrida à Câmara, como membros efetivos, Telmo Félix, Ana Sousa, Vítor Rodrigues, Cristina Ferreira, Patrícia Santo e Fernando Sousa.

Os primeiros elementos da lista para a Assembleia Municipal, para além de José Machado, são Anabela Blanc, Cristina Rodrigues, Albino Sousa, Francisco Braz Teixeira e Catarina Carvalho.

Nas juntas de freguesia, os candidatos são José Pereira (A-dos-Negros), Luís Pereira (Amoreira), Elsa Narciso (Gaeiras), Carlos Fidalgo (Olho Marinho), João Rodrigues (Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa), Manuel Ribeiro (Vau) e Dulce Bento (candidatura independente do Movimento pela Usseira).

Francisco Gomes

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