“A taxa de sucesso do transplante renal é superior a 90 por cento no primeiro ano. As estimativas apontam para que 50 por cento dos transplantes de rim funcionem mais de 11 a 12 anos. E há doentes com 20 anos de transplante que fazem a sua vida normal, o que é um grande sucesso no tratamento destes doentes”, refere Fernando Nolasco, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia. E acrescenta: “A transplantação tem uma melhor capacidade de substituição da perda da função do rim do que a hemodiálise. Dá uma maior autonomia ao doente com melhor qualidade mas tem outras exigências, como as terapêuticas de manutenção no período pós-transplante”.
Antes do transplante de rim, são realizados vários exames para certificar que os rins do dador estão em bom funcionamento e que o dador não é portador de nenhuma doença que possa ser transmitida ao recetor. O sangue do dador tem que ser cruzado com o dos possíveis recetores. “Apenas receberá o rim o doente que preencha o maior número de condições”, lembra Fernando Nolasco.
O transplante pode ser realizado a partir de dadores vivos ou falecidos. No primeiro caso, o dador passa a viver apenas com um rim, o que é compatível com uma vida normal.
No ano de 2012 foram realizados em Portugal 681 transplantes de rim, menos 157 do que em 2011, o que representa uma redução de 19% do número de transplantes, de acordo com os dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP.
“É fundamental incentivar a doação renal para poder encontrar potenciais dadores e poder salvar vidas”, remata Fernando Nolasco.
Em Portugal, estima-se que cerca de 800 mil pessoas deverão sofrer de doença renal crónica, considerando qualquer uma das suas cinco fases ou estádios de evolução. A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, isto é, sem grandes sintomas, o que leva o doente a recorrer ao médico tardiamente, já sem possibilidade de qualquer recuperação.




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