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Simulacro de acidente testa socorro no Bombarral

Carlos Barroso

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Mais de 120 pessoas, entre bombeiros, elementos do INEM, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, do Exército e da GNR participaram no Bombarral num exercício onde foi testada a resposta a um acidente que envolveu um autocarro, um camião cisterna e uma viatura ligeira. Um autocarro não conseguiu parar e tombou depois de um veículo ligeiro ter embatido numa cisterna de combustível que se incendiou na parte da cabine.
Vítima encarcerada dentro de autocarro

Dentro do autocarro estavam 16 pessoas que ficaram encarceradas e não tiveram possibilidade de sair pelos seus próprios meios, o que levou a uma operação demorada por parte dos bombeiros. Quatro dos ocupantes do autocarro acabaram por falecer, tendo os restantes doze sido assistidos pelos elementos do INEM que os encaminharam, depois de observados numa tenda montada pelo Exército no local do sinistro, para as unidades hospitalares de Caldas da Rainha, Torres Vedras, Alcobaça, Santa Maria e São José.

Do camião cisterna o condutor conseguiu sair com ferimentos ligeiros, mas os três ocupantes do carro tiveram de ser retirados com auxílio dos bombeiros e apresentaram ferimentos graves.

Para resolver este cenário estiveram mais de 40 veículos envolvidos e isso levou centenas de pessoas a observarem o trabalho dos agentes de proteção civil dos distritos de Leiria e Lisboa.

Este exercício “é um bom teste, pois um cenário destes pode acontecer a qualquer momento. Isto dá-nos preparação para o futuro”, disse Pedro Lourenço, comandante dos bombeiros do Bombarral.

Segundo o operacional, o exercício “correu bem, apesar de ter sido um trabalho moroso”. “Trabalhar num autocarro é complicado, porque além de ter muitas pessoas, tem várias barreiras que são preciso eliminar para que se faça o socorro. Foi isso que pretendíamos, dificultar ao máximo este exercício para numa situação real podermos agir com a máxima normalidade e rapidez possível. Assim também não será novidade trabalhar num autocarro, porque este tipo de acidente pode acontecer a qualquer momento”, vincou.

Sérgio Gomes, comandante operacional distrital, considera que “é extremamente importante que as equipas sejam testadas em cenários com esta envolvência, como é importante colocar vários intervenientes nestas operações, desde os bombeiros ao Exército”. “A coordenação de todos os agentes de proteção civil é extremamente importante para que no futuro o treino seja bem aplicado”, disse.

“Entre bombeiros não há problemas. As outras entidades, como o INEM e o Exército, que têm feito parte destes exercícios, têm vindo a melhorar a sua comunicação, o que beneficia o socorro às vítimas”, destacou.

Neste cenário estiveram os bombeiros voluntários do Bombarral, das Caldas da Rainha, da Benedita, do Cadaval, da Lourinhã, de São Martinho do Porto, de Óbidos, de Alcobaça, de Peniche, da Nazaré, de Pataias e de Torres Vedras, e elementos do INEM das Caldas e de Lisboa, elementos da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), da GNR e da Escola de Sargentos do Exército.

Carlos Barroso

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