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EDITORIAL

E tudo o vento levou

Clara Bernardino

EXCLUSIVO

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Bem se vê que o nosso país é ventoso. Será com certeza por estar à beira mar plantado. A provar a importância do vento existem poemas, canções para todos os gostos e ditados populares.

Todos ansiamos por ventos de mudança. Já não aguentamos a canga da austeridade: crescem-nos as dívidas e mingua-nos o dinheiro nos bolsos.

Que futuro é o de um povo que não aposta na saúde e na educação? Para que interessam as grandes obras se o povo for tão inculto que não as saiba apreciar, ou não tenha saúde sequer para se deslocar e ir visitá-las? São só para inglês ver?

Há dois anos, o vento mudou mas o mal continuou e pior: até se agravou. Quando pensámos que a situação não podia piorar, eis que chega um governo que consegue fazer-nos pensar que o anterior talvez não fosse assim tão mau…

Se o vento não mudar, estaremos condenados a uma saúde cada mais débil e uma ignorância cada vez maior. Enquanto o Estado Português não investir na Educação e na Saúde estará na cauda da Europa.

Para nossa tristeza, somos capa de jornais estrangeiros que analisam a fraca natalidade portuguesa nos últimos anos. Como podem nascer crianças num país em que os pais não têm condições para as criar e educar? Enquanto isso, os nossos jovens vão para o estrangeiro à procura de melhores condições de vida e de trabalho, já que o nosso país lhes fecha a porta…

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