Estes rumores passaram depois dos comunicados do clube, sendo um que dava conta da dispensa de José Vala no final da época e a contratação de Paulo Pedro, mas também com a saída de Miguel Silva, um dos vice presidentes.
“Tínhamos um plano A e um B, para o caso de subirmos ou não subirmos. Só no final da última partida é que avançámos para o projeto idealizado. O projeto era da direção e começámos a fazer contactos com o Paulo Pedro, com quem tínhamos um pré acordo. O Paulo Pedro é um homem de 42 anos, vem da escola dos treinadores modernos, vem da formação, passou no Leiria, onde foi adjunto do Paulo Duarte, foi adjunto do Burkina Faso, foi treinador do Atlético na segunda liga e é um homem do futebol. Para chegar a acordo com ele, pesou o facto dele viver nas Gaeiras, o que ajudou muito no processo de negociação e na sua vontade de agarrar num projeto novo e ambicioso. Queremos uma equipa que se mantenha no campeonato nacional”, explicou o presidente.
O treinador adjunto de Paulo Pedro será Renato Fernandes, um dos atuais técnicos do Caldas que há mais anos permanece no futebol de formação do clube.
“Esta foi uma das condições que lhe impusemos, porque não poderia trazer a sua estrutura e tinha de trabalhar com alguém da casa. O professor Renato Fernandes conhece bem o clube e julgo que fará uma boa dupla”, indicou o presidente do Caldas.
“Houve uma situação que levou à saída do dr. Miguel Silva, não só do departamento de futebol como da direção e tivemos de reformular o departamento de futebol sénior, mas não o projeto. Arrumámos a casa e entraram Jorge Reis e Carlos Vasques e manteve-se o sr. Sancheira”, acrescentou.
Vítor Marques explicou ainda que “ultimamente tem-se ouvido falar muito em rutura mas o projeto do futebol é de continuidade e de evolução. Decidimos que não podíamos continuar a fazer mais do mesmo. Se queremos estar no campeonato nacional temos de evoluir. Tivemos uma passagem há pouco tempo pela segunda divisão B e sentimos as dificuldades nesse patamar. Assumimos que queríamos subir, mas foi muito difícil. Não podíamos manter o mesmo perfil de equipa para aquilo que se avizinha. Fizemos uma evolução e não uma rutura, porque vamos continuar a apostar na formação do clube, vão continuar a subir juniores, no mínimo dois atletas, e há a possibilidade de subirem mais durante a observação da pré-época. O treinador vai fazer uma avaliação deles. Vamos manter a maior parte do plantel da época passada daquilo que depende de nós, porque ainda não sabemos quais os que vão ficar. A nossa vontade é que fique a maior parte dos atletas. Há a possibilidade de virem um ou dois atletas de Marrazes e da Atouguia. Temos depois mais três jogadores que virão dar mais experiência e ajudar a crescer todo o plantel, que terá 22 jogadores. Queremos ter uma equipa forte e que possa cumprir com aquilo que destinamos para o clube. Não é um plantel profissional, apesar do treinador principal estar a tempo inteiro no clube. Ele vai ter tempo para treinar os atletas que tenham disponibilidade em treinar mais do que uma vez por dia, porque infelizmente há jogadores que não têm emprego e podem fazer esses treinos. Deste modo podem evoluir mais e podem ser potenciados”, descreveu.
Dentro desta linha de pensamento, há um pré acordo com o Nadadouro “para podermos colocar atletas da formação na equipa sénior do Nadadouro e assim estarem a potenciar-se e não se perderem valores”. “Queremos criar ainda sinergias com a utilização de campos e postos médicos do clube ao serviço de outros clubes, como queremos uma parceria com o espaço do Campo. A-dos-Francos também poderá utilizar o campo da Mata na próxima época e isso demonstra que estamos abertos para que se possa tirar todo o partido da potencialidade do concelho, dos clubes e dos atletas”, referiu.
Nos juniores o treinador será Marco Conchinha, nos juvenis será José Simões, nos iniciados será Luís Lopes e no futsal será o Cláudio Silva. O Caldas vai ter duas equipas de juvenis e de iniciados, mas para os conjuntos B ainda não estão definidos os técnicos.
Carlos Barroso






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