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Sobre a corrida das candidaturas independentes às Câmaras

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Ando há bastante tempo para dar a minha opinião sobre a corrida das candidaturas independentes às Câmaras e no caso particular, em que estou, de algum modo envolvido, à Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Ora a questão não é fácil de analisar, ou melhor, não se compadece com oportunismos e carreirismos (ainda que fora dos partidos). A questão está por passar a haver candidaturas muito sérias aos órgãos autárquicos, que permitam resolver os problemas dos municípios, bem como criar nos cidadãos uma muito maior confiança na gestão da coisa municipal e não como agora, em que a corrupção, o oportunismo e o carreirismo persistem, consumindo energias das câmaras e dos serviços municipais, não ao serviço dos munícipes, mas muitas vezes enredados em esquemas de interesses estranhos ao interesse público, quando não subordinados mesmo a obscuros negócios com subjacentes esquemas corruptos (veja-se o conhecido caso do gasóleo em que é óbvia a promiscuidade entre um empresário caldense e a Câmara de Caldas da Rainha, onde se torna evidente um esquema de financiamentos partidários corruptos, é disso um sinal evidente) .

Ora toda esta situação dramática favorece (e nada de mal há nisso) o aparecimento de candidaturas promovidas por cidadãos considerados independentes, quando muitos deles, verdadeiramente, o não são, mas, que, pelo contrário, saídos de uma ligação mais ou menos clara a um partido, pretendem também eles, dessa forma, não credibilizar as eleições e a política municipal, mas antes servir estratégias oportunistas pessoais.

A independência começa no espírito e transporta-se para a forma como nos posicionamos na vida. Ora bem muitos destes cavalheiros que se procuram rotular independentes, sem a bênção de um aparelho partidário, a que estavam ligados ou se queriam ligar, aparecem a candidatar-se vestidos de uma falsa roupa nova, com o rótulo postiço de independentes.

Não estou a generalizar juízos de valor, mas permito-me fazer este “aviso à navegação”. Eu, embora seja militante do BE e até seu deputado municipal na Assembleia Municipal de Caldas, considero-me um verdadeiro independente, porque embora use um emblema do BE, tenho e cada vez mais procuro ter uma verdadeira postura independente. Não tenho problemas de me sentir, digamos, prisioneiro ao BE, por quanto desde logo este não é um partido convencional, mas antes um movimento político, que assume a forma de partido, para poder participar na nossa vida pública e concorrer a atos eleitorais; que enquanto movimento não conseguiria, por força de imperativos constitucionais.

Serei fiel, pois, ao Bloco de Esquerda, como sempre procurei ser.

No recente processo de tentativa de formação de uma candidatura forte ao município caldense, não só não desapoiarei meu o BE, por considerar que esteve muito bem e com grande transparência no processo de apoio e formação de uma candidatura independente ao nosso município, como contribuirei para que esse lindo projeto, com verdadeiros independentes, siga em frente. De qualquer modo, se tal não for possível, lutarei para que o BE, como sempre se fez, não se acantone numa candidatura caseira, mas antes se abra aos cidadãos, sempre numa perspetiva de exigente serviço à comunidade caldense, como tem sido seu apanágio.

Fernando Rocha

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